Ora Viva
Gosto muito de viajar. É um prazer e um investimento na minha cultura. Não há livro que substitua uma viagem. Considero-me um homem já com algumas grandes viagens feitas. Curiosamente, cada vez que faço uma incursão, já preparo a próxima. Não há nada melhor do que preparar uma viagem enquanto se está a viajar. Parece um movimento contínuo e intrínseco à minha rotina.
O mundo é, efectivamente, muito grande. Já me apercebi que não viverei o suficiente para todas as viagens que quero fazer, vou tentar acreditar que uma nova vida me dará o resto do tempo.
A par de viajar, gosto de regressar a casa. Mas gosto muito. O cheiro das minhas coisas faz-me falta. Em cada objeto estão as pessoas que amo, só elas vão e habitam o meu lar. Sabe-me bem entrar nas minhas paredes, no fim de uma viagem, abrir a porta e ainda com as malas na mão inspirar a minha casa. Encher os pulmões com o ar e a luz do sítio onde vivo, e matar saudades cá por dentro.
Entendo que viajar é tão bom como regessar. Em cada regresso nasce a vontade de uma nova viagem, certamente porque tenho um lugar para onde voltar e que tanto amo, a minha casa!
Até amanhã
Um sítio onde se encontram palavras que encontraram outros sítios, pessoas e histórias.
domingo, agosto 24, 2014
quinta-feira, julho 17, 2014
JOVENS
Ora viva
Ao longo dos últimos meses tenho
entrevistado jovens. Quero saber o que andam a fazer e o que lhes diz a palavra
futuro. De empregados a desempregados, voluntários a empresários. Todos cabem
nestas minhas duas perguntas. A par das respostas vou conhecendo as suas vidas,
os seus projetos, por vezes avivando-lhes a memória sobre o que queriam ser
quando ainda eram mais jovens. Já entrevistei perto de 40. São inspiradores.
Gente que se faz ao mundo porque a vida não admite que seja ao contrário.
Apesar do desavesso deste sítio onde vivemos e morreremos, encontro uma
juventude esperançosa, otimista nos seus objetivos, adotaram o lema: eu sou o
primeiro a acreditar em mim. Já se emocionaram comigo, já me emocionei com
eles. Só quero saber como estão. Sem pressas. Esta televisão que faço não
contempla a correria. É para ouvir e partilhar com o espectador o sumo destas
conversas. São nutrientes para a alma, pelo menos para a minha tem sido. Temos
um futuro de gente que acredita e está disponível. Tantas vezes isso, isto, é
tudo.
até amanhã
hélder
quarta-feira, julho 09, 2014
Pirilampo?
Ora viva
obrigado a todos os que passam por aqui, e me deixam mensagens tão generosas. Obrigado!! Esta semana vi pirilampos...
obrigado a todos os que passam por aqui, e me deixam mensagens tão generosas. Obrigado!! Esta semana vi pirilampos...
E se a vida fosse como um
pirilampo? Há dias, passeava na praia, com um amigo (nunca passearia na praia
com quem não amo) e desabafávamos problemas que nos inquietavam. Nem sempre a
vida nos dá o que queremos, da forma como queremos. Há dias cheguei a essa
conclusão, nem sempre o retorno é na moeda que queremos (metaforicamente
falando). Bom, dizia eu que passeávamos na praia, inundados pelos nossos
problemas, quando muitos pirilampos invadiram a nossa conversa. A fragilidade
de um ser que, apesar de quase impercetível, é deslumbrantemente luminoso. Era
a resposta que faltava à nossa nuvem de comos e porquês.
A luz é um fenómeno
maravilhoso em dias escuros, seja de uma vela, candeeiro, ou de um grande
pirilampo.
Até breve
Hélder
terça-feira, julho 01, 2014
A vida é...
Ora viva
A vida é para quem dá. Quem gosta
de abraço e sabe perdoar, perder, dar e avançar. A vida é dos que acreditam no
amanhã. Daqueles que não se regozijam com o mal dos outros. A vida é de quem
gosta de água limpa. A vida é dos determinados, dos que constroem e ajudam quem
está destruído. A vida é de quem dá oportunidades, uma, duas ou três. A vida é
dos que voam dentro deles. A vida é um sopro, por isso é de quem gosta de
respirar profundamente. A vida é de quem olha e fica. A vida é de quem sorri
com a esperança e dá esperança a quem precisa de sorrir.
A vida é dos frágeis
que querem ser fortes e dos fortes que ajudam os frágeis. A vida é de quem não
quer saber do que se diz da vida dos outros. A vida é de quem a vive, não de
quem vive a vida do vizinho. A vida é dos altos, mesmo que sejam baixos, veem
além.
A vida é de quem quer ser pássaro mesmo que saiba que nunca será,
persegue o sonho possível, o de ser livre com asas de vento. A vida é assim.
Cheia e vazia. Se está cheia partilha, se está vazia, procura quem a encha e sê
obreiro de ti, nunca ninguém viverá o que só tu podes viver. É assim que vejo a
vida. A minha. A dos que amo.
até breve
Hélder
quarta-feira, junho 25, 2014
Hoje
Ora viva
Hoje vi a D. Maria, nos seus 90
anos, sair de casa e olhar para a praia. Uma necessidade de quem tem uma vida
inteira naquela rua, naquela casa, naquele sítio virado para o mar. Esta
concentrada na sua observação, atenta aos pormenores de uma praia que em pouco
mudou. Estaria a respirar profundamente. Os olhos enchiam-se da serenidade do
fim de tarde.
A vida é mesmo assim. Os sítios que amamos, a casa, a nossa rua,
e enchermo-nos com o que nos faz bem. Num fim do dia, são vários os atentados à
nossa convicta serenidade, precisamos de lutar contra o vazio que nos querem
meter. A nossa vidas será sempre nossa, por muito que nos tentem tirar. À D. Maria ninguém lhe roubou o mar nem a enorme vontade de o ver. Assim nos
inspiremos.
Abraço
terça-feira, junho 10, 2014
O meu frigorífico
Ora Viva
Esta semana avariou-se o
frigorífico. Já vos deve ter acontecido. Imaginam as consequências. Pois eu
fazia uma vaga ideia do transtorno, mas nunca pensei em tanta confusão. Uma
simples avaria mudou toda a minha rotina, e por muito que não goste de rotinas,
há algumas que me sabem bem. Um frigorífico fez o que muitas pessoas tentaram
fazer e não conseguiram: mudar-me hábitos. Tudo por que eu não tinha onde
guardar frescos.
A vida é assim, não um frigorífico, mas uma
roda cheia de itinerâncias que sucedem pelos motivos mais inesperados. E quando
damos por nós, mudamos. Deixamos de fazer como fazíamos, ou já não fazemos de
todo. Mudar por fora, pode resultar em mudar por dentro, ou um movimento
contrário. Mudar, simplesmente.
O meu frigorífico fez-me mudar.
Não sei se as mudanças se vão manter, agora que ele voltou do sítio onde nasce
o frio, mas pensei na mudança, na alteração de padrão, de hábitos. Questionei
porquê assim, e não de outra forma. No fundo fez-me bem a tua ausência, meu
simples frigorífico!
Abraço
terça-feira, maio 27, 2014
Saúde
Ora viva
Os
hospitais ou são lugares de saúde ou de doença. Os hospitais são sítios de avaliação.
Do corpo. Da alma. Ir ao hospital, por motivo do nosso corpo, ou do corpo de
alguém que amamos, é um motivo de constatação simples: sem corpo somos muito
pouco. Traduzido em linguagem mais simples, sem saúde não vamos a lado nenhum.
E no corpo todos somos iguais, fisiologicamente falando. Numa maca de hospital,
não há ricos nem pobres, há pessoas à espera da cura. Simples não é?
Gosto de
terminar as minhas entrevistas desejando saúde ao meu convidado, a quem me vê.
Pensei que não era uma expressão que fosse muito tida em conta, até
repetidamente me dizerem que gostam de me ouvir dar votos de saúde. Em bom da
verdade de que mais precisamos nesta curta vida? Podemos ser muito ricos, ser
muito pobres, com saúde podemos recomeçar, lutar, desistir, mudar, ser melhor,
ou ser pior; mas sem saúde nada feito, sem a dita senhora não vamos a lado
nenhum. O triste é darmos por ela, pela sua infinita importância, quando não a
temos. A maior ambição da minha vida? Ter saúde. O resto, tudo o resto eu
conquisto.
até amanhã
Hélder
terça-feira, maio 06, 2014
O OLHAR
Ora viva
Olho para ti. Para os teus lábios. O teu
peito. Imagino o lugar por onde andam os teus pés. O que trazes nos sacos, que música estás a ouvir, que
livro carregas nas mãos. Gosto de te ver. Não a ti em exclusivo, gosto de ver gente, pessoas que olhem a vida
de modo curioso. Gosto de mãos e olhos, gosto de adivinhar para onde vão, de onde vêm,
o que levam e aquilo que ainda vão levar.
Hoje caíste-me tu na
vista, enquanto fazia a minha
viagem, centrado na minha vida, quando a tua se cruzou com a minha. E
pronto, ficamos ligados por breves minutos, eu mais ligado a ti, que
tu a mim, receio que nem deste por mim. Eu, por outro lado, agarrei-me a ti, bebi a tua serenidade, irreverência
limpa, roupa honesta.
Sem te saber apercebi-me dos teus sonhos e da garra na
gana. Saíste do comboio primeiro que eu, fiquei mais uns minutos a contemplar a tua ausência e o
que em mim ficou de ti, mesmo sem te conhecer, mesmo sem saber o teu nome.
até amanhã
hélder
domingo, abril 13, 2014
Morrer de fome
Ora viva
Morreram de fome 30 mil crianças
na Somália; em 3 meses. Isto é uma merda. Já imaginaram o que é uma criança
morrer porque não tem o que comer? Século XXI. Nem vou falar da morte de
crianças com fome no resto do mundo. Vamos ficar só pela Somália. Li hoje esta
notícia, e umas páginas à frente falava de Portugal como o 6º país mais
envelhecido do mundo.
Anda tudo a navegar na maionese e tudo do avesso. Não
pode ser, e eu como cidadão não posso fazer nada. Num mundo morrem crianças de
fome, noutro mundo não nascem crianças para que não passem fome. O que é que
vocês sentem ou ler estas notícias? E temos de passar ao lado, não há outro
remédio. A gravidade dos dois factos é incomparável, óbvio.
Mas parece que nada
faz sentido. Morrer de fome? Mas o que é que se passa? Lembro-me, há dezenas de
anos, das campanhas contra a fome, e está tudo na mesma. E nós cá andamos, sem
poder fazer nada. E não temos filhos porque o estado social não nos garante o
futuro deles, nem o nosso, às vezes é o que penso. Num mundo e noutro mundo são
estas as notícias; e a realidade é o que os dois mundos fazem parte do mesmo
planeta. E fica tudo na mesma. E vamos dormir e acordar, porque não podemos
fazer nada. Nem por eles, nem por nós.
até amanhã
segunda-feira, abril 07, 2014
AMIZADE
ora viva
A amizade é um namoro. Por vezes o mais
eterno. É aos meus amigos que me permito mostrar o que de bom e mau tenho, eles vão aceitar-me, não é tolerar-me. Os
meus amigos ralham comigo e depois
dão-me um abraço. É assim que
funciona. Com honestidade, emocional e intelectual. Tenho grandes amigos. Há muitos anos. Falamos
diariamente. Dizemos que sim e que não. Entramos em casa sem avisar.
Juntamo-nos quando o coração aperta e precisamos de mais corações à nossa
volta.
Há muito que não faço novos
amigos, os que tenho já são vintage. E bastam- me. Agora a amizade é lavoura
que dá trabalho. Dedicação de agricultor. Abdicar de nós em função do amigo.
É... A amizade é uma grande empreitada. Dá trabalho ao coração. A amizade não é
conveniente, isso são as relações sociais, todos sabemos disso. A amizade é
limpa como uma casa branca. Arrumada como uma praia em setembro. E um
namoro...um namoro generoso, que não
cobra e é eterno, provavelmente o mais eterno das nossas vidas.
abraço
segunda-feira, fevereiro 17, 2014
A NOSSA HISTÓRIA
Ora Viva...
A nossa história é fascinante.
Falo da história individual. O que fomos, o que somos, o que queremos ser. Não
sei explicar o prazer que sinto ao entrevistar pessoas fora das luzes da
ribalta. É apaixonante perceber o que motiva a pessoa, o que a desanima, as
paixões, os vícios, o futuro. Tudo dito sem pensar em estratégias de
comunicação, sensacionalismos, e outros bla bla blas...
Falam porque lhes vem
do coração, o mesmo sítio onde nascem as paixões da nossa história. O ser
humano é extraordinário. Fixo-me sempre no lado nobre e luminoso. Tenho
conhecido gente desprezível, a gente que acha que o dinheiro lhe traz tudo, a
gente que entende que o sucesso é eterno e os torna um pouquinho mais iguais
que os outros, a gente que espezinha, a gente que proíbe quem está
hierarquicamente numa posição inferior de ter qualquer protagonismo, a gente
que diz o que fica bem e nunca diz o que pensa…enfim...essa gente. Mas depois
há aqueles que amam o anonimato e encaram a entrevista como uma forma de
divulgar a obra que até nem é deles, mas pode dar uma ajuda à vida e todos, a
gente que tem orgulho na história que fez com o sangue, suor e lágrimas que na
boca dizemos.
Há a gente da terra, do campo, da cidade, das palavras, dos
abraços, do dar sem esperar, do fazer sem ser para se ver, do sorriso
constante, do acreditar, do partilhar. A gente que desanima e acredita no dia
seguinte. A nossa história é NOSSA, e quando honesta pode ser extraordinária!
Até amanhã!
terça-feira, janeiro 07, 2014
OUVIR
Ora viva
Ouvir é um exercício. A dedicação
ao outro. Prova máxima de respeito, curiosidade e humildade. Eu conheço uma
pessoa pela capacidade que esta tem de ouvir. Basta-me isso. A minha vida é, há
muito tempo, dedicada a este ofício da atenção. Não posso fazer boas perguntas
se não escutar respostas. Às vezes custa-me ouvir algumas entrevistas, porque o
entrevistador simplesmente não ouve. Não há boas perguntas sem respostas.
Noto
se me estão a ouvir pelos olhos e pelas mãos. Denunciam mentirosos, falsos
ouvintes. É claro que nem sempre estamos com capacidade para escutar, e há
gente muito chata, mas se nos dispomos a ouvir, então que assim seja. Há,
contudo, gente que nos desafia, gente que para dizer uma palavra, usam dez.
Gente que para ir a um sítio da conversa, vão primeiro a cinco. Pois, há gente
difícil de ouvir, gente que não diz nada, gente que diz tudo, gente que não
interessa acatar. Mas para saber disto, temos de nos calar e ouvir. Nem mais,
nem menos.
Até amanhã
Hélder
quinta-feira, janeiro 02, 2014
DAR
Pergunto-me muitas vezes: o que
posso fazer pelo mundo? Não sei.
Nem sei se as pequenas coisas ajudam a coisa
no todo. Faço-me entender? É fácil constatar que a terra que nos dá lar não
anda bem. Todos os dias, no meu dia-a-dia, encontro situações tão desesperantes,
tão delicadas, tristes e que me apertam por dentro. E não consigo fazer nada.
Ou por vezes até consigo, mas uns tempos depois constato que não resolveu. É uma
espécie de incapacidade. Incapacidade de fazer alguma coisa realmente
significativa, e que possa mudar. Conheço tanta gente inspiradora. Gente que se
dá pelos outros, e muda, muda a vida de quem está mal. Isto é maravilhoso.
Intenso. Desafiante. É mais que voluntariado, mais que um donativo, mais que dar
a mão. Trata-se de dar o tempo, a vida, a voz, o pensamento, as ideias, os
objectivos, o dinheiro, as rotinas. DAR. Sim, eu conheço gente assim, e que se
recusa à entrevista e à fotografia.
E sinto-me pequeno. Muito pequeno. Sem
resposta para a pergunta de início. É tudo maior que eu.
Até amanhã
Hélder
quarta-feira, dezembro 04, 2013
FOME DE BACALHAU
Ora viva
Há dias, a propósito da recolha
para o banco alimentar, uma jornalista perguntava a uma criança se sabia para
quem era a comida…resposta? Para os pobres. Fiquei azedo, mas tão azedo. Vivo a
vida com pessoas, muitas e de diferentes raças, sexo, profissões, estatutos, e
antes de se me apresentarem como tal, são pessoas. Exatamente pessoas. Ainda
que o ser “só” pessoa, para determinados indivíduos, possa ser coisa igual a
toda a gente. Pessoa é o que são e serão. Com tudo aquilo que de mais físico e
espiritual a pessoa tem!
Numa das reportagens que fiz esta
semana, entreguei um cabaz de comida a uma instituição, não era oferta minha, e
no cabaz vinha bacalhau. A diretora da casa chorou, chorou porque tinha 12
postas de bacalhau para dar a algumas das 1100 pessoas a quem ajuda contra a
fome. E nunca lhe tinham dado bacalhau, e era uma festa ter aquelas 12 postas. Chorou
por ver o bacalhau e eu chorei por dentro, porque tinha à minha frente uma
mulher que criou uma IPSS há 10 anos, que vive da sua pensão de quase 300 euros
e cujo sonho é fazer a sua cantina social.
Às vezes acho que anda tudo ao
contrário. Os problemas que nos ralam a cabeça no dia-a-dia. A fome que milhões
passam. O que eu não faço pelos outros. O que tanta gente faz pelos outros.
Gostava eu de ter palavras para
agradecer a quem faz da vida a causa social, como voluntário ou
profissionalizado. Quem trabalha para e pelos outros não fecha a porta do
escritório e deixa lá os problemas. Quem trabalha nas casas sociais fecha a
porta da instituição e traz no coração os problemas dos outros, quase sempre
dos outros.
Nunca chamem a ninguém pobre. Nem
rico. Nem doutor. Nem nada que não seja o nome próprio. Aquele que nos assina e
nos lembra o berço de pessoas que somos e para sempre seremos.
até já
terça-feira, novembro 19, 2013
AGRICULTURA
Ora viva
Pés na terra. É das melhores
sensações que posso dar à minha pele. Quando era miúdo lembro-me de andar
descalço pelo campo de milho e adorar sentir a terra entre os deditos dos pés,
e aquando de levar a água ao milheiro, era o deleite total, terra molhada e pé
descalço. São memórias físicas que guardo da agricultura que os meus pais
faziam. Em bom da verdade eu devia ajudar, mas passava mais tempo de cabeça na
lua e de pés engolidos na terra, do que a dar uma mão ao cultivo. Mas sempre me
fascinou a sementeira, a colheita, o pousio para os dias que hão-de vir.
A
agricultura é o melhor exemplo que podemos dar à vida, às coisas, ao amor, às
emoções, à paciência, à perseverança. O agricultor é um vulcão de garra, de
esperança e futuro. Semeia que Deus há-de ajudar, dizem os mais velhos. Na
horta dos dias é a mesma coisa, semeamos na vontade de colher, e isto dá para tudo,
para todos, por muito sábios e bem aperaltados que sejam.
Cada um a seu jeito é
um agricultor de palavras, projetos, construções, lições e sermões, curas e
remédios, sorrisos e engenhos.
Curiosamente, nunca se falou
tanto de futuro com uma arte de tão antigamente: a agricultura. Serena e
paciente, ela vem sempre ter com a gente. É na terra que habitamos, e sem terra
flutuamos. É por isso que gosto tanto de quem faz da vida a sementeira. É gente
de esperança morena pelo sol. É gente de bem, é gente com raízes bem fundas,
como convém a quem se planta nos campos que lavra.
abraços
Hélder
terça-feira, outubro 15, 2013
ARRUMAR O ARMÁRIO
Ora Viva
Este texto começou com uma
arrumação da roupa de Verão, é… acho que acabou mesmo! Quantas vezes dizem a
expressão: E se… ?! Para mim é uma frase terrível, sem exagero. A teoria dos “e
se” é destrutiva. Castra a decisão no presente e gera-nos uma agonia no futuro,
quando olhamos para o passado.
Eu sou um homem ponderado, não entro nada na
onda do Carpe diem. Para mim é uma quase treta. Claro que é ótimo viver
intensamente o presente, mas sem a consequência do futuro? É como não acreditar
nos sonhos, nos projetos, nas relações. Pois se eu vivo intensamente o agora,
como se não houvesse o futuro, é dizer que tudo o que é plano não faz sentido.
Não acham? Não há nada como viver o momento a ponderar o futuro. Um sem o outro
é coisa estranha.
Voltando ao “E se…”, para mim é
sinal de passado mal resolvido e medo do futuro. Pior que uma dúvida no
presente, é uma dúvida no futuro sobre o passado. E se…nada. É preciso fazer de
cabeça para a frente, ou não fazer de cabeça igualmente a direito. Não dar
grande tempo à terrível dúvida que nos pode entorpecer. É claro que, como em
tudo, esta regra não a cumpro a direito, mas dou-lhe poucas curvas. Ter,
orgulhosamente, o passado arrumado em gavetas é ter uma casa com cada coisa no
sítio certo. E há lá melhor sabor que um lugar arrumado?
Abraço
Hélder
terça-feira, outubro 08, 2013
GOSTAR
Hoje uma amiga disse-me que adora
dizer às pessoas, quando assim se justifica, que gosta delas! Ora aqui está um
bom tema de escrita. Gostar e dizer que se gosta. Para mim gostar é um
exercício e uma generosidade. Um exercício porque para se gostar é preciso
tempo e atenção. Tempo para ouvir, ver, perceber, abdicar de nós para entrarmos
no mundo dos outros. Atenção para cumprir o grande desígnio de atender aos
pormenores, às diferenças, às particularidades.
Eu não acho que se gosta porque
se gosta. Nada disso. Gosta-se porque tivemos o cuidado de sairmos de nós, do
conforto da nossa zona, para nos dispormos a entrar no fascinante mundo, que
pode ser, o dos outros. Por tudo isto, tenho um profundo respeito e gratidão
quando alguém diz que gosta de mim. Quero perceber os comos e porquês e depois
agradecer a generosidade do sentimento.
Gostem-se muito! Tenho dito.
abraço
hélder
domingo, agosto 18, 2013
AS PALAVRAS
Ora Viva
Usamo-las abreviadas, gastas, novas, erradas e certas, na
verdade e na mentira. Usamo-las de dia, à tarde e à noite. Entre silêncio e
conversas. Na casa, na cama, no escritório, na rua, no telefone e no papel. As
palavras.
Gosto tanto das palavras, dos seus contornos no papel. Do
atrevimento de as usar. Da inquietação pelas novas e pelas do antigamente. A
palavra, para mim, ainda é um poder, um saber, um amor perdido e achado numa
frase que me faz parar. A palavra é um compromisso, uma missão, um segredo e um
desejo. Coisa séria de se fazer. De se dizer. Mesmo que as palavras que agora
dizes se amanhã forem mentira, que tenhas a ousadia de novas usar para dizer
que estavas a enganar. Por isso as palavras serão sempre grandes. De heróis. De
gente de mar e amor.
A palavra pode construir e destruir, tudo e nada, todos e só
alguns. Tenho profundo respeito pela palavra. Pela honra. Pelo casamento que
ela nos liga na união que é a conversa. Mesmo quando as uso para dizer que
errei.
Gosto das palavras, até quando não as uso para dizer tudo o
queria.
Fiquem muito bem!
terça-feira, julho 16, 2013
EU A NU
Ora Viva
Aqui vou eu...
Aqui vou eu...
O que me inspira?
A luz da manhã. Uma noite de abraços. O cheiro do alecrim. Gosto de
laranjas frescas no Verão. Sou doido por
água quando tenho sede, e adoro beber vinho sozinho. Gosto do cheiro da terra molhada e de andar descalço, é
quase um vício. Perco-me por casacos e por peixe fresco. Adoro a praia no
Inverno e o sol de Março.
Gosto de ruas com árvores e de olhar para o topo das
árvores no céu. Gosto tanto do ombro da minha mãe e de quando o meu pai, em
noites de frio, me puxava as meias para
cima. Gosto do branco e de canetas. Gosto de ouvir a gargalhada dos meus
amigos. Adoro adivinhar o que levam
as pessoas nos sacos das compras. Gosto de janelas de madeira. Adoro jarras
transparentes. Gosto do cheiro dos
livros novos e da madeira. Gosto de entrar em casa. Gosto do nome das
pessoas.
Gosto que gostem de mim.
Perco-me por batatas fritas. Gosto de dar. Gosto de receber. Adoro rasgar
os embrulhos. Gosto de lareira e de
meias. Ahhhhh e queijo, sempre. Gosto das
coisas quando me apetecem. Gosto durante
muito tempo, por vezes o tempo todo, das pessoas que gosto há muito e
daquelas que comecei a gostar,
gostarei sempre. Gosto de gostar, é isso, gosto muito de gostar.
Até.
Hélder
segunda-feira, julho 01, 2013
Caminhar

Ora viva
O que sentes quando caminhas? Quando tocas com os pés na terra? Quando usas sapatos novos para um dia especial? Caminho, caminho e caminho. Olhas para trás? Para o que os teus pés já fizeram? Às vezes o corpo anda e a alma fica parada, perdida num sítio cheio de casas e ruas chamadas por sentimentos. E gostas de areia fresca
nos pés descalços numa noite de Verão? E andar para trás? Malditos caranguejos que nos ensinaram a andar para todos os lados, e para mim o caminho deve ser em frente, à procura do destino, se destino houver.
E quando tropeçamos? Confesso, acho um certa piada às quedas, às minhas também, fico sempre com a ideia de que toda a gente na rua está a olhar para mim...e rio-me, assim não haja dor no corpo. Atarantados para evitar cair, ... é também assim na vida. E por vezes tem piada.
E com que pés caminha a nossa alma? Serão de sede? De medo? De determinação? De vento? De espuma do mar? De veludo? Ou de ver onde isto vai dar?
Pés no chão, cabeça no ar!
Abraços
Hélder
quarta-feira, maio 01, 2013
Amar nas coisas pequenas
Ora Viva
Amar nas coisas pequenas. Não sei conhece a
canção da Madredeus, Coisas Pequenas. Ouça, por favor. Partindo do princípio
que já ouviu, pergunto -lhe o que achas das coisas pequenas no amor? Os
detalhes de uma relação, o cuidado, a capacidade de reparar, parar, olhar e
abrir as portas do sítio do coração. O mundo é feito da aparência das grandes
coisas. Grandes carreiras, grandes empregos, grandes sonhos, grandes marcas,
grandes livros, grandes viagens, carros, discursos, conhecimentos...E quem não
tiver algo grande, ou é um infeliz, ou não é ninguém, para alguns, claro. E os
que amam e se alegram com as coisas pequenas da vida.
Aqueles para quem viver é
ter para viver e não viver para ter, os que escolhem dar mais do que receber?
Os que gostam de parar para ouvir as gargalhadas dos outros e se sentam a olhar
o que oamorr faz da vida? E dar coisas pequenas? Aquelas que na fragilidade do
seu preço ou valor bolsista, arrebitam o engenho da criatividade e aguçam o
desafio do material? É...o mundo pode ser maravilhoso nas coisas pequenas, e
nestas estão as coisas do amor, que para muitos é tudo o que a vida tem, e
"tudo aquilo que eu quero dar".
E um grande amor...poderá ser uma
coisa pequena? Claro que não, por isso, diz a canção: Coisas pequenas são
coisas pequenas...que dizem que eu te quero amar". Neste mundo que nos
come a alma, quem ama nas coisas pequenas consegue o maior lugar para um grande
amor;tenho dito.
Até já! E ouçam a canção dos Madredeus!!
Hélder
segunda-feira, abril 01, 2013
GOSTO DE ANÓNIMOS
Ora Viva
Sou apresentador de televisão há
10 anos. Já percorri o país inteiro, ilhas inteiras. Diariamente! Por semana
entrevisto dezenas de pessoas, geralmente anónimas, extraordinárias. Tanta
gente que no peso do anonimato, porque ao ser-se figura pública tem-se uma vida
mais leve em muita coisa, faz tanto por um mundo que é constantemente melhor e
não sabemos por mão de quem…eu sei, graças aos anónimos, que fazem, dão, lutam,
perdoam, inventam, recriam-se, e voltam a dar. Sem fotografias ou capas de
jornais. O retorno? Muitas vezes é essencialmente o bem comum. Não sou um homem
muito dado ao social, ao glamour, reconheço. Mas sou um homem dado a gente que
faz das tripas coração para levar a vida para a frente, e ou vai ou racha.
Quanto mais conheço esta gente que a maioria dos portugueses ignora e eu tenho
o privilégio de entrevistar, mais me fascino pelas pessoas que não têm
exposição pública. São porque são, fazem porque fazem! Gente valente e brava.
Amanhã, talvez, entrevisto-o a si, que me está a ler! Quem sabe…terei essa
sorte!
Hélder Reis
domingo, fevereiro 17, 2013
Fim do dia
Ora viva
Quando o dia termina, olho para o princípio... e avalio. Geralmente aquilo que fiz, a quantidade, depois a qualidade, e por fim o que não devia ter feito.
Hoje. Acaba o dia e sinto que não fiz nada. Dormi. Muito. Não gosto de dormir, amuo ao ir para a cama. Mas preciso de dormir e não vale a pena muita história. Mas a verdade é que não fiz nada. Não li, não observei, não escrevi. Nada.
Apesar deste nada, a vida continua a sua ordem natural de afazeres. A noite vem, o dia vai, o vento marca presença, a chuva dá o seu ar de graça, ou desgraça, a respiração toca o compasso. Tudo anda, menos eu. Perdi um dia e nada. Nem dei nada ao mundo, nem deixei que o mundo me desse nada. Caramba, isto não pode voltar a acontecer. A não ser que o próximo domingo seja de chuva e vento... Lá está...vou cair no mesmo. Ou não!
Abraços
Hélder
Quando o dia termina, olho para o princípio... e avalio. Geralmente aquilo que fiz, a quantidade, depois a qualidade, e por fim o que não devia ter feito.
Hoje. Acaba o dia e sinto que não fiz nada. Dormi. Muito. Não gosto de dormir, amuo ao ir para a cama. Mas preciso de dormir e não vale a pena muita história. Mas a verdade é que não fiz nada. Não li, não observei, não escrevi. Nada.
Apesar deste nada, a vida continua a sua ordem natural de afazeres. A noite vem, o dia vai, o vento marca presença, a chuva dá o seu ar de graça, ou desgraça, a respiração toca o compasso. Tudo anda, menos eu. Perdi um dia e nada. Nem dei nada ao mundo, nem deixei que o mundo me desse nada. Caramba, isto não pode voltar a acontecer. A não ser que o próximo domingo seja de chuva e vento... Lá está...vou cair no mesmo. Ou não!
Abraços
Hélder
quarta-feira, fevereiro 13, 2013
Preparativos
Ora Viva
Sempre gostei do antes. Antes das férias, fazer a mala, preparar os bilhetes, escolher a roupa e definir roteiros. Antes de me deitar, a agenda do dia seguinte, a preparação do trabalho, o arrumar as ideias e saber que tenho um novo dia para recomeçar. Sabe bem a preparação.
Mas das preparações que mais gosto, aquela que é Aquela, é o tempo que antecede a primavera, aquele mês antes, está quase... Março até pode ser ainda frio e com gripe, mas já é primavera. Preparo os vasos para receber as novas plantas, as árvores vestem-se de roupa nova, e eu preparo a roupa fresca de sabor a mar e esplanadas. Antecipo um tempo onde a força do nascer me inspira profundamente.
Quando era miúdo dizia que gostava de ser uma árvore, deve ser daqui que vem esta paixão pela estação que anuncia bons dias de luz!
Abraços
Hélder
Sempre gostei do antes. Antes das férias, fazer a mala, preparar os bilhetes, escolher a roupa e definir roteiros. Antes de me deitar, a agenda do dia seguinte, a preparação do trabalho, o arrumar as ideias e saber que tenho um novo dia para recomeçar. Sabe bem a preparação.
Mas das preparações que mais gosto, aquela que é Aquela, é o tempo que antecede a primavera, aquele mês antes, está quase... Março até pode ser ainda frio e com gripe, mas já é primavera. Preparo os vasos para receber as novas plantas, as árvores vestem-se de roupa nova, e eu preparo a roupa fresca de sabor a mar e esplanadas. Antecipo um tempo onde a força do nascer me inspira profundamente.
Quando era miúdo dizia que gostava de ser uma árvore, deve ser daqui que vem esta paixão pela estação que anuncia bons dias de luz!
Abraços
Hélder
quarta-feira, dezembro 19, 2012
Natal
ora viva...
Já não sei se gosto do Natal....ou se o Natal fez com que deixasse de gostar dele. é tanto barulho à volta de um nascimento...que acabamos por nem conseguir ver o menino nascido.
Sou católico. Mas estou a caminho de perder o sentido natalício. Culpa minha. Tudo o que não se alimenta...morre. Mas caramba são tantas luzes que me cegam...ou não?
Moral da história....todos os anos ando à procura do Natal...e fico pelo caminho,e este ano não fujo a esta regra que eu criei para mim. Enfim...ainda este não passou e já digo para mim: Para o ano é que vai ser....
até já
Já não sei se gosto do Natal....ou se o Natal fez com que deixasse de gostar dele. é tanto barulho à volta de um nascimento...que acabamos por nem conseguir ver o menino nascido.
Sou católico. Mas estou a caminho de perder o sentido natalício. Culpa minha. Tudo o que não se alimenta...morre. Mas caramba são tantas luzes que me cegam...ou não?
Moral da história....todos os anos ando à procura do Natal...e fico pelo caminho,e este ano não fujo a esta regra que eu criei para mim. Enfim...ainda este não passou e já digo para mim: Para o ano é que vai ser....
até já
terça-feira, outubro 23, 2012
Regresso
Fui ver-te. Procurar-te, como faço sempre, no teu passado. Vi-te numa alma presa ao corpo. Sim...como numa caverna. Sim...como uma sombra. Sim...mas sem alegorias. Presa naquilo que não se percebe do tempo.
Pendurada na janela a olhar para a própria vida, rendida pela força do futuro. Dilema da batalha que poderia existir entre passado e futuro. Nem sempre a história nos importa, quando está em jogo aquilo que fomos e não voltaremos a ser...
É...a vida tira-nos a força das pernas interiores. As mesmas que na meninice nos levaram entre sonhos e travessuras, agora recusam-se a inoportunos regressos.
Procuro-te, na esperança de encontrar a minha infância e a ti nela... Não encontro, mas regressarei a ti constantemente.
teu,
Hélder
terça-feira, setembro 25, 2012
VIDA
Ora Viva
Hoje entrevistei uma senhora que me ensinou Vida...não me disse a idade..mas tinha a idade que o tempo dá a quem quer dar e receber muito.
Sabes o que queres da vida e para que queres a vida? Quando o teu caminho se encurta e atrapalha, não te espantes, haverá outro ao virar da curva. E andamos nós, na velocidade da vida, a soprar balões para que o nosso ar veja o céu e assim pensamos que o céu já conquistamos. Enganados andamos. Caramba....custa acordar e fazer do dia uma matéria proveitosa e interessante. Dá trabalho fazer bem feito. Quer seja a vida quer seja uma coisa qualquer. Enquanto corremos pela estrada que pode acabar....vamos fazendo a malha da vida...bem ou mal feita, mas tem de ser feita. Seria sempre bom que fosse bem feita...mas o que sabemos nós do perfeito? O que sabemos nós da vida?
Duvidar é bom....faz-nos pensar. Pensar custa, mói as ideias...faz bem...mas dá trabalho ao sangue e aos músculos da alma. Seguimos caminho...com balões na mão, não vá haver festa e a festa tem de ter balões. Avançamos e paramos e se nos enganarmos recomeçamos, neste caminho ou no outro que se segue. Mas de olhos no ar e pés na terra, porque o homem não foi feito para voar.
até já.
Hoje entrevistei uma senhora que me ensinou Vida...não me disse a idade..mas tinha a idade que o tempo dá a quem quer dar e receber muito.
Sabes o que queres da vida e para que queres a vida? Quando o teu caminho se encurta e atrapalha, não te espantes, haverá outro ao virar da curva. E andamos nós, na velocidade da vida, a soprar balões para que o nosso ar veja o céu e assim pensamos que o céu já conquistamos. Enganados andamos. Caramba....custa acordar e fazer do dia uma matéria proveitosa e interessante. Dá trabalho fazer bem feito. Quer seja a vida quer seja uma coisa qualquer. Enquanto corremos pela estrada que pode acabar....vamos fazendo a malha da vida...bem ou mal feita, mas tem de ser feita. Seria sempre bom que fosse bem feita...mas o que sabemos nós do perfeito? O que sabemos nós da vida?
Duvidar é bom....faz-nos pensar. Pensar custa, mói as ideias...faz bem...mas dá trabalho ao sangue e aos músculos da alma. Seguimos caminho...com balões na mão, não vá haver festa e a festa tem de ter balões. Avançamos e paramos e se nos enganarmos recomeçamos, neste caminho ou no outro que se segue. Mas de olhos no ar e pés na terra, porque o homem não foi feito para voar.
até já.
quinta-feira, setembro 20, 2012
CANSADO?
Ora Viva
O meu trabalho não me permite estar cansado, desapontado, aborrecido. Sorrir, concentrado, ativo, dinâmico, criativo: obrigações diárias.
Mas há dias em que custa, ser o que não nos apetece ser. Baixar os braço e dizer.: hoje não consigo. Tenho alguns dias assim. O que faço?
Penso no quanto gosto daquilo que faço. Penso na responsabilidade que é passar uma mensagem. Na sorte que tenho em poder trabalhar e ter uma vida que posso gerir. Posto isto não dou tempo à tristeza. Ninguém a merece, ela não nos alimenta nem nos torna mais fortes.
Para que serve este texto? Para dizer que nem sempre a vida me sorri. Nada de especial..
Até já.
Hélder
O meu trabalho não me permite estar cansado, desapontado, aborrecido. Sorrir, concentrado, ativo, dinâmico, criativo: obrigações diárias.
Mas há dias em que custa, ser o que não nos apetece ser. Baixar os braço e dizer.: hoje não consigo. Tenho alguns dias assim. O que faço?
Penso no quanto gosto daquilo que faço. Penso na responsabilidade que é passar uma mensagem. Na sorte que tenho em poder trabalhar e ter uma vida que posso gerir. Posto isto não dou tempo à tristeza. Ninguém a merece, ela não nos alimenta nem nos torna mais fortes.
Para que serve este texto? Para dizer que nem sempre a vida me sorri. Nada de especial..
Até já.
Hélder
segunda-feira, agosto 27, 2012
PORTUGAL PORTUGAL
Ora Viva
Gosto do Jorge Palma. Muito. Mas ainda mais quando ouço...Portugal Portugal de que és que estás à espera?
Já não gosto tanto de esperar como gosto do Jorge Palma. Eu sei o que dizem as vozes de quem tem a sabedoria do tempo: esperar é uma virtude...pois é, deve ser, mas prefiro arriscar, levantar-me, ir, fazer enquanto espero e quando chegar está feito...e isto serve para tudo.
Ter um país à espera, é o que às vezes sinto de Portugal. Conquistamos mundo, descobrimos, ensinamos, fomos pioneiros e somos marinheiros e inventores, pastores e cientistas, mineiros e cantores, doutos e agricultores, arquitetos, atores, cineatas, diretores, construtores, professores, atletas, médicos e pescadores. Em tantas destas artes e ofícios somos referência...e estamos à espera, ou parece que estamos, de quê, de quem?
Eu estou cansado de esperar. O que isto significa? Pois terão de esperar para ver...ironia do texto!
abraços e beijos
Hélder Reis
Gosto do Jorge Palma. Muito. Mas ainda mais quando ouço...Portugal Portugal de que és que estás à espera?
Já não gosto tanto de esperar como gosto do Jorge Palma. Eu sei o que dizem as vozes de quem tem a sabedoria do tempo: esperar é uma virtude...pois é, deve ser, mas prefiro arriscar, levantar-me, ir, fazer enquanto espero e quando chegar está feito...e isto serve para tudo.
Ter um país à espera, é o que às vezes sinto de Portugal. Conquistamos mundo, descobrimos, ensinamos, fomos pioneiros e somos marinheiros e inventores, pastores e cientistas, mineiros e cantores, doutos e agricultores, arquitetos, atores, cineatas, diretores, construtores, professores, atletas, médicos e pescadores. Em tantas destas artes e ofícios somos referência...e estamos à espera, ou parece que estamos, de quê, de quem?
Eu estou cansado de esperar. O que isto significa? Pois terão de esperar para ver...ironia do texto!
abraços e beijos
Hélder Reis
sexta-feira, agosto 10, 2012
COMO É QUE SE FAZ?
Ora Viva
ISTO NÃO É UM LAMENTO.
Tenho 37 anos e constantemente não sei como se faz. Não sei fazer um bom arroz de forno. Nunca sei dar a ferro uma camisa. Não sei fazer a papelada do IRS. Não sei quando se plantam as alfaces. Não sei mudar uma fralda. Não sei fazer contas de cabeça. Não sei podar uma árvore. Não sei escrever romances. Não sei representar. Não sei se o copo na mesa é do lado direito ou esquerdo. Não sei o que se faz quando uma pessoa que não conheço bem desata a chorar....Ia por aí fora....
Não temos que saber tudo. Ainda bem. Eu não sei nada, acho que é do convívio com quem sabe muito. Melhor, sei bastantes coisas, mas deparo-me muitas vezes com coisas que não sei. E agora?
Há vantagens em não saber. Claro. O querer saber mais. Mas mais tarde ou mais cedo outra coisa vai surgir que não sei, e até devia saber, e pronto fico na mesma.
Por exemplo, entrar numa livraria....a quantidade de livros que nem lhe conheço o nome...e devia...e não sei. E agora? Será que há aquela altura em que saberei tudo, ou mais de tudo? Ou, sem a ignorância atrevida, serei sempre o tipo que não sabe...e pronto. E isto..será defeito ou feitio...esta coisa do não saber?
Confesso, às vezes gosto e prefiro não saber. A curiosidade leva-me para tantos outros lados...e aqui é feitio.
Enfim.
Se tiverem respostas...façam o favor.
Abraços
Hélder
ISTO NÃO É UM LAMENTO.
Tenho 37 anos e constantemente não sei como se faz. Não sei fazer um bom arroz de forno. Nunca sei dar a ferro uma camisa. Não sei fazer a papelada do IRS. Não sei quando se plantam as alfaces. Não sei mudar uma fralda. Não sei fazer contas de cabeça. Não sei podar uma árvore. Não sei escrever romances. Não sei representar. Não sei se o copo na mesa é do lado direito ou esquerdo. Não sei o que se faz quando uma pessoa que não conheço bem desata a chorar....Ia por aí fora....
Não temos que saber tudo. Ainda bem. Eu não sei nada, acho que é do convívio com quem sabe muito. Melhor, sei bastantes coisas, mas deparo-me muitas vezes com coisas que não sei. E agora?
Há vantagens em não saber. Claro. O querer saber mais. Mas mais tarde ou mais cedo outra coisa vai surgir que não sei, e até devia saber, e pronto fico na mesma.
Por exemplo, entrar numa livraria....a quantidade de livros que nem lhe conheço o nome...e devia...e não sei. E agora? Será que há aquela altura em que saberei tudo, ou mais de tudo? Ou, sem a ignorância atrevida, serei sempre o tipo que não sabe...e pronto. E isto..será defeito ou feitio...esta coisa do não saber?
Confesso, às vezes gosto e prefiro não saber. A curiosidade leva-me para tantos outros lados...e aqui é feitio.
Enfim.
Se tiverem respostas...façam o favor.
Abraços
Hélder
quarta-feira, julho 04, 2012
OLHAR INVASOR?
ORA VIVA
Olhar. Gosto particularmente. Parar num café e olhar parado. Eu sei...perturba. Também não gosto que me olhem, pausadamente. Não o faço para invadir, faço-o para imaginar a intensidade das coisas que vivo mas na cabeça dos outros. Tomar café. Gosto da chávena fria e do café não muito quente. Bebê-lo de manhã cedo, desperta-me, enquanto tomo o café penso no dia que vou ter e quantos precisarei de tomar para que o dia tenha o ritmo a que o café me chama. E a mulher que está à minha frente e olha para a chávena...pensará no seu dia, no dia de ontem, no tempo de amanhã?
Supermercado. O que levam e porque levam aquelas coisas, e não outras? Quando era miúdo adorava arrumar as compras com a minha mãe; o arroz no sítio do arroz, as bolachas na segunda prateleira, a farinha, os sumos para um dia de festa. E os outros? Quem arruma? onde? Sozinhos ou brincam com os filhos aos supermercados, como eu fazia em miúdo?!
Banalidades. Pensar naquilo que outros pensariam, se fossem os outros a fazer aquilo que faço das coisas simples...o que fariam os outros? Porque é aos outros que pertence o direito de fazer o que fazem como querem fazer, com a ritualidade que devem fazer. E eu vou-me permitindo invadir, sem beliscar, o mundo das coisas simples feitas por gente que gosto de adivinhar as histórias que têm.
Enfim....
Até amanhã!
Hélder
Olhar. Gosto particularmente. Parar num café e olhar parado. Eu sei...perturba. Também não gosto que me olhem, pausadamente. Não o faço para invadir, faço-o para imaginar a intensidade das coisas que vivo mas na cabeça dos outros. Tomar café. Gosto da chávena fria e do café não muito quente. Bebê-lo de manhã cedo, desperta-me, enquanto tomo o café penso no dia que vou ter e quantos precisarei de tomar para que o dia tenha o ritmo a que o café me chama. E a mulher que está à minha frente e olha para a chávena...pensará no seu dia, no dia de ontem, no tempo de amanhã?
Supermercado. O que levam e porque levam aquelas coisas, e não outras? Quando era miúdo adorava arrumar as compras com a minha mãe; o arroz no sítio do arroz, as bolachas na segunda prateleira, a farinha, os sumos para um dia de festa. E os outros? Quem arruma? onde? Sozinhos ou brincam com os filhos aos supermercados, como eu fazia em miúdo?!
Banalidades. Pensar naquilo que outros pensariam, se fossem os outros a fazer aquilo que faço das coisas simples...o que fariam os outros? Porque é aos outros que pertence o direito de fazer o que fazem como querem fazer, com a ritualidade que devem fazer. E eu vou-me permitindo invadir, sem beliscar, o mundo das coisas simples feitas por gente que gosto de adivinhar as histórias que têm.
Enfim....
Até amanhã!
Hélder
domingo, maio 13, 2012
A CASA
Ora viva
Lembras-te da casa onde nasceste e te fizeste..e desfizeste daquilo que não querias ser? Lembras-te das tardes de sol, dos lanches apressados porque a vida era uma brincadeira de levar a sério? O jardim bem arrumado, as escadas quentes do sol...à espera de ti para as desceres e subires vezes sem conta. Nem pensavas...para onde me levam as escadas?
E as portas, as janelas, a chaminé, tudo o que nos nossos desenhos ganhavam uma espécie de vida com olhos e boca, e era a nossa casa. E o cheiro!? Da cozinha no Natal? Dos almoços de domingo, melhorados por ser dia solene. E lá permanecia a casa...a ver o tempo passar e nós nem pensávamos que o tempo passava para outra coisa que não fosse a brincadeira que se seguisse, e o tempo passa da luz para as sombras, da morte para a vida, da vida para outra coisa chamada saudade e que tem uma insaciável fome.
E quando cresces e vês esta casa envelhecida, com o tempo a fazer das suas. As coisas lá estão, paradas e pousadas. Carregadas de sombras e de memórias. Malditas e benditas memórias sejam vós! Agora somos nós que vemos a casa, desejosa que o tempo regresse aos almoços de domingo. E tudo vai longe. E o longe não volta. E nunca nos disseram isto enquanto perdíamos horas a brincar com o tempo, o mesmo que um dia nos faria falta à juventude.
E como havemos lidar com esta dor do fim e do perto do fim. Do adeus e do quase adeus. Arranha-nos, não os joelhos das brincadeiras, mas a alma, porque agora somos gente séria de alma dolente e madura, e gente de poucas brincadeiras. Tem de ser. Tem que ser. Tenho de Ser.Eu e a casa. A que fica e a que não volta.
Até breve
Hélder
Lembras-te da casa onde nasceste e te fizeste..e desfizeste daquilo que não querias ser? Lembras-te das tardes de sol, dos lanches apressados porque a vida era uma brincadeira de levar a sério? O jardim bem arrumado, as escadas quentes do sol...à espera de ti para as desceres e subires vezes sem conta. Nem pensavas...para onde me levam as escadas?
E as portas, as janelas, a chaminé, tudo o que nos nossos desenhos ganhavam uma espécie de vida com olhos e boca, e era a nossa casa. E o cheiro!? Da cozinha no Natal? Dos almoços de domingo, melhorados por ser dia solene. E lá permanecia a casa...a ver o tempo passar e nós nem pensávamos que o tempo passava para outra coisa que não fosse a brincadeira que se seguisse, e o tempo passa da luz para as sombras, da morte para a vida, da vida para outra coisa chamada saudade e que tem uma insaciável fome.
E quando cresces e vês esta casa envelhecida, com o tempo a fazer das suas. As coisas lá estão, paradas e pousadas. Carregadas de sombras e de memórias. Malditas e benditas memórias sejam vós! Agora somos nós que vemos a casa, desejosa que o tempo regresse aos almoços de domingo. E tudo vai longe. E o longe não volta. E nunca nos disseram isto enquanto perdíamos horas a brincar com o tempo, o mesmo que um dia nos faria falta à juventude.
E como havemos lidar com esta dor do fim e do perto do fim. Do adeus e do quase adeus. Arranha-nos, não os joelhos das brincadeiras, mas a alma, porque agora somos gente séria de alma dolente e madura, e gente de poucas brincadeiras. Tem de ser. Tem que ser. Tenho de Ser.Eu e a casa. A que fica e a que não volta.
Até breve
Hélder
domingo, abril 15, 2012
A GESTAÇÃO DA CHUVA
Esta é a capa do meu novo livro de poesia. Esta é a capa que guarda o meu corpo despido pelas palavras. É...a poesia despe. Escrevi metade deste livro antes da morte do meu pai, outra metade depois dele morrer. Morte. Vida. Amor. Recomeçar. É a linha deste livro e que ganha força visual pela ilustração do pintor Ruy Silva. Escrevi para me arrumar. Para sossegar a minha alma. Calar o meu luto. Eu não sabia qual era a dor da morte. Já sei. Mas não aprendi. Não quero aprender, e gostava tanto de não ter que repetir esta dor.
Os meus poemas são pequenos. Muito diminutos. São limados e polidos, para terem só o coração das coisas. Nem sempre consigo. Ando no ensaio da vida e no ensaio da escrita. Para quem o ler, espero que goste, já é vosso, não é meu.
Hélder
domingo, março 11, 2012
SAUDADE
Ora Viva
A saudade. Sabemos ser de difícil tradução. E como se traduz a saudade para dentro de nós? Como a explicamos à nossa alma, ao nosso sangue, ao nosso coração, aos nossos sentimentos?
O que é que faço com a saudade? Não a que um dia pode ter uma volta, mas com aquela cujo destinatário não volta mais? Eternamente nunca mais? Há um guia de boas práticas? Um dicionário que a traduza e simplifique o conceito? Um livro de estilo? Qualquer coisa mais simples que a saudade. Essa espécie de outono que nunca mais termina....
Será maldita? Será abençoada porque não alimenta o esquecimento? Será egoísta? Será que sabe que eu a sinto, e não a chamei?!
até amanhã
hélder
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
AMANHÃ
Ora viva
Podias chamar-te um sítio qualquer. Mas chamas-te amanhã. Tens nome de futuro. Tens futuro no nome. Nem sempre é fácil acreditar-te. És feito de sol e chuva, de gente, sorriso e dores, de preguiça e de amor, és de sal e mal, de sol e tal e qual um amigo que nos quer bem. És amanhã. Nem sempre me apetece receber-te, apesar de te desejar, com a sede de um dia de Verão. A vida sabe-me bem, mas nem todos os dias são apetitosos.
Mas gosto de ti. Gosto mais que gostar. Preciso. Tu és um dia limpo. Uma casa arejada. Uma praia luminosa. Uma escada ao sol. Uma mãe a chamar o filho. Um filho a chamar a mãe. Uma música a existir. Tu és o mais perto que existe daquilo que serei.
Obrigado por me esperares.
Até já.
Hélder
terça-feira, janeiro 03, 2012
AINDA ESTÁS AÍ?
AINDA ESTÁS AÍ
À ESPERA QUE NASÇA?
À ESPERA QUE CHEGUE E ME AQUEÇAS
AS PERNAS DE TE PROCURAR?
AINDA ESTÁS AÍ... PARA ALÉM DA PORTA FECHADA
OU DA CASA DE JANELAS SOPRADAS PELO MAR,
E ESPERAS POR MIM PARA AS TUAS CAVALITAS SALTAR
COMO QUEM QUER ENFRENTAR O MUNDO COM UMA ESPADA DE CHOCOLATE?
AINDA ESTÁS AÍ PARA ME EMBALARES NA NOITE
ONDE AS ESTRELAS SE VESTEM SOLENES
E A LUA ME CONVIDA PARA DANÇAR?
AINDA ESTÁS AÍ PARA ME FAZERES NASCER DIARIAMENTE
COMO QUEM CHAMA PELAS FLORES DA PRIMAVERA?
AINDA ESTÁS AÍ COM BRAÇOS ABERTOS QUE NUNCA SE CANSAM
E OLHOS VERDES DE PAI TERRA E CORAÇÃO DE ÁRVORE?
AINDA ESTARÁS AÍ?
ao meu pai Eduardo
quinta-feira, dezembro 15, 2011
À deriva
Ora Viva
Andar à deriva....é... às vezes andamos entre a chuva e o vento, as passadeiras cheias de gente e os museus vazios...andamos entre cafés e corredores, livros deixados a meio e roupa que não gostamos. Sítios que não nos apetece e conversas que nos aborrecem. Já lá nos dizia o Variações: estar onde não se está, ir onde não se quer ir.... À deriva...perdidos de nós, afinal de contas somos espaçosos por dentro e por vezes por fora....
O bom da questão é que sabe bem encontrar o norte e renovar sentidos, uma reconversão, eu acredito em 2as, terceiras e quartas oportunidades....acredito na mudança, nos novos caminhos que queremos e ponto.
Ando à deriva....mas vou encontrar a saída por um portão que dê para um jardim virado para o mar.
Até já
Hélder
Andar à deriva....é... às vezes andamos entre a chuva e o vento, as passadeiras cheias de gente e os museus vazios...andamos entre cafés e corredores, livros deixados a meio e roupa que não gostamos. Sítios que não nos apetece e conversas que nos aborrecem. Já lá nos dizia o Variações: estar onde não se está, ir onde não se quer ir.... À deriva...perdidos de nós, afinal de contas somos espaçosos por dentro e por vezes por fora....
O bom da questão é que sabe bem encontrar o norte e renovar sentidos, uma reconversão, eu acredito em 2as, terceiras e quartas oportunidades....acredito na mudança, nos novos caminhos que queremos e ponto.
Ando à deriva....mas vou encontrar a saída por um portão que dê para um jardim virado para o mar.
Até já
Hélder
terça-feira, outubro 25, 2011
FAÇO OU NÃO FAÇO?
Ora Viva
O que vou fazer para lutar contra a ditadura da crise?
É claro que é uma ditadura. Repare, por mais que proteste ninguém o ouve? Por mais que não concorde, ninguém lhe dará razão? E para que conta a sua opinião ou impossibilidades quanto a cortes e recortes no seu salário?
Posto isto o que fazer?
E a quantidade de gente que fala e "refala" do tema com soluções e oposições? E procura-se o culpado? E... "ai Jesus" as pessoas, ou os números? E a "aflição" dos políticos? A oposição a querer fazer boa figura a opor-se.... e o governo a querer sempre o inevitavelmente melhor para Portugal.... e a opor-se à oposição!!!
Gostava de experimentar uma política onde não houvesse ordenados, cargos ou encargos!?! Será que haveria tantos interessados em defender o bem comum? Hmmmmm
E o que faço? Deito-me com a crise, e passo uma boa noite de sono com ela... ou uma boa noite de sexo? Sexo com a crise?Hmmmmmmm é melhor não.
Acho que vou trabalhar...hoje. Amanhã se verá!
Até já.
O que vou fazer para lutar contra a ditadura da crise?
É claro que é uma ditadura. Repare, por mais que proteste ninguém o ouve? Por mais que não concorde, ninguém lhe dará razão? E para que conta a sua opinião ou impossibilidades quanto a cortes e recortes no seu salário?
Posto isto o que fazer?
E a quantidade de gente que fala e "refala" do tema com soluções e oposições? E procura-se o culpado? E... "ai Jesus" as pessoas, ou os números? E a "aflição" dos políticos? A oposição a querer fazer boa figura a opor-se.... e o governo a querer sempre o inevitavelmente melhor para Portugal.... e a opor-se à oposição!!!
Gostava de experimentar uma política onde não houvesse ordenados, cargos ou encargos!?! Será que haveria tantos interessados em defender o bem comum? Hmmmmm
E o que faço? Deito-me com a crise, e passo uma boa noite de sono com ela... ou uma boa noite de sexo? Sexo com a crise?Hmmmmmmm é melhor não.
Acho que vou trabalhar...hoje. Amanhã se verá!
Até já.
terça-feira, setembro 20, 2011
Espero por ti
Ora Viva
OBRIGADO. Sabe bem ler quem passa e fica.
Deixei-te chegar. Não tinha outro remédio. Até o jardim já esperava por ti. As nuvens pareciam reunir-se para determinar o teu tempo. Tempo. O tempo que faz, o tempo que se tem, o novo tempo que chega. Eu não te chamei. Tu não precisas que te chame, eu sei. Não és um filho que se chama para a mesa. És o OUTONO. Não és triste. És o preparativo do banquete do Inverno. Chuva, cobertores, conversas à lareira, ou enrolados na manta velha, compotas e neve, folhas secas e chá quente com fumo de espero por ti.
E recomeçar. Recomeça-se sempre qualquer coisa no início de cada estação. Ou acaba-se. Há uma regra que diz que o fim de qualquer coisa é o pincípio de outra? Acho que sim...acho que não me apetece saber. Acaba o Verão, começa o Outono. Vem o Inverno. Regresso ao tudo que a minha vida tinha antes de Junho, ou Julho, ou antes da Primavera.
Aqui estou. Não pronto para ti, mas à espera que chegues. Mesmo sem te chamar. Anuncias-te e recebo-te, um pouco amuado. Apetecia-me esperar mais um pouco por ti. Entre uma e outra folha caduca do velho plátano da minha rua.
Até já.
Hélder
OBRIGADO. Sabe bem ler quem passa e fica.
Deixei-te chegar. Não tinha outro remédio. Até o jardim já esperava por ti. As nuvens pareciam reunir-se para determinar o teu tempo. Tempo. O tempo que faz, o tempo que se tem, o novo tempo que chega. Eu não te chamei. Tu não precisas que te chame, eu sei. Não és um filho que se chama para a mesa. És o OUTONO. Não és triste. És o preparativo do banquete do Inverno. Chuva, cobertores, conversas à lareira, ou enrolados na manta velha, compotas e neve, folhas secas e chá quente com fumo de espero por ti.
E recomeçar. Recomeça-se sempre qualquer coisa no início de cada estação. Ou acaba-se. Há uma regra que diz que o fim de qualquer coisa é o pincípio de outra? Acho que sim...acho que não me apetece saber. Acaba o Verão, começa o Outono. Vem o Inverno. Regresso ao tudo que a minha vida tinha antes de Junho, ou Julho, ou antes da Primavera.
Aqui estou. Não pronto para ti, mas à espera que chegues. Mesmo sem te chamar. Anuncias-te e recebo-te, um pouco amuado. Apetecia-me esperar mais um pouco por ti. Entre uma e outra folha caduca do velho plátano da minha rua.
Até já.
Hélder
segunda-feira, agosto 29, 2011
O meu bloggue
Ora Viva
Obrigado pleos comentários. Quando criei este blogue, senti necessidade de partilhar histórias, pensamentos, e raras opiniões ( já há quem opine taanto, certo?).
Recebo bastantes visitas e comentários...o que me motiva; modero os comentários e raros são os que não publico, muito raros mesmo!
Um dos comentários...que está publicado, o comentador, que não assina, chama-me de PIDE por moderar os comentários e por castrar uma certa liberdade...
Lamento que não encontrem aqui um local de total liberdade ou libertinagem (coisas diferentes) para escreverem o que vos apetece. Sugiro que procurem outras páginas ou criem os próprios blogues. Nem sempre a democracia funciona bem...
Até já
Hélder
Obrigado pleos comentários. Quando criei este blogue, senti necessidade de partilhar histórias, pensamentos, e raras opiniões ( já há quem opine taanto, certo?).
Recebo bastantes visitas e comentários...o que me motiva; modero os comentários e raros são os que não publico, muito raros mesmo!
Um dos comentários...que está publicado, o comentador, que não assina, chama-me de PIDE por moderar os comentários e por castrar uma certa liberdade...
Lamento que não encontrem aqui um local de total liberdade ou libertinagem (coisas diferentes) para escreverem o que vos apetece. Sugiro que procurem outras páginas ou criem os próprios blogues. Nem sempre a democracia funciona bem...
Até já
Hélder
segunda-feira, agosto 15, 2011
VERÃO
Ora Viva
MUITO obrigado pelos comentário e por quem me pede novas escritas.
O Verão inspira.
Enquanto descia a rua de paralelos antigos, que me lembravam sítios de sorrisos generosos e roupa branca virada para o sol, sentia no rosto a magia da luz. A luz abre-nos a pele às vontades claras do principio.
Na rua havia um aroma a mar, a peixe e a alecrim acabado de regar. Que festa fazem as flores com a água fresca, que festa fazem os homens com novos sonhos desenhados.
O Verão anunciava-se em cada casa branca, com janelas a convidar o sol, com escadas a pedir o descanso de uma tarde solenemente luminosa.
Até breve
hélder
MUITO obrigado pelos comentário e por quem me pede novas escritas.
O Verão inspira.
Enquanto descia a rua de paralelos antigos, que me lembravam sítios de sorrisos generosos e roupa branca virada para o sol, sentia no rosto a magia da luz. A luz abre-nos a pele às vontades claras do principio.
Na rua havia um aroma a mar, a peixe e a alecrim acabado de regar. Que festa fazem as flores com a água fresca, que festa fazem os homens com novos sonhos desenhados.
O Verão anunciava-se em cada casa branca, com janelas a convidar o sol, com escadas a pedir o descanso de uma tarde solenemente luminosa.
Até breve
hélder
terça-feira, julho 19, 2011
PERDER
Ora Viva
Como é a vossa capacidade de perder?! Deixar ir? Abrir mãos, braços, carne e peito?
Olho para a vida, por cima das nuvens. Procuro as raízes das árvores no céu e as copas verdes plantadas no chão. Inverto tudo para evitar deixar partir. Perder.
Perder nunca será ganhar. De que me vale a experiência que fica, a experiência da dor, o tempo que sara, a maturidade que se adivinha. A verdade é que perdi, vou perder, poderei perder. E agora o que fica? Como fico? Será que há lugares que se voltam a ocupar?
Aguardo-vos
Hélder
Como é a vossa capacidade de perder?! Deixar ir? Abrir mãos, braços, carne e peito?
Olho para a vida, por cima das nuvens. Procuro as raízes das árvores no céu e as copas verdes plantadas no chão. Inverto tudo para evitar deixar partir. Perder.
Perder nunca será ganhar. De que me vale a experiência que fica, a experiência da dor, o tempo que sara, a maturidade que se adivinha. A verdade é que perdi, vou perder, poderei perder. E agora o que fica? Como fico? Será que há lugares que se voltam a ocupar?
Aguardo-vos
Hélder
terça-feira, junho 28, 2011
O QUE TE AGARRA À VIDA?
Ora Viva
Diz-me o que te agarra à vida?
Será o amor da tua vida, que acreditas sempre que será amanhã que o verás olhos nos olhos? Ou o amor que já tens em casa de mesa posta e coração aberto para aquecer? Ou o emprego que te esfola a pele e te faz acreditar que um dia serás promovido? Ou melhor...será que tens tudo, mas te sentes vazio por dentro, até fazer eco, e acreditas que será amanhã que descobrirás o que te vai encher o corpo do teu corpo?
Diz-me que ganas te fazem viver? Tive um amigo que dizia que lhe bastava encher os pulmões de ar, no cimo de uma montanha verde. Morreu aos 33 anos, e não sei se alguma vez conseguiu o ar que lhe chegasse.
Será que é a luta pela saúde que já não tens, mas só queres mais um dia para voltares a acreditar que até vais viver?
Serão os sonhos, que até poderão ser malditos se nunca se realizarem?
O que te agarra à vida? Deus ou deus? Será que é o que tem que ser e ponto final.?
Diz-me o que te movimenta o sangue, as entranhas, a saliva, os músculos, a incontrolável alma?
Diz-me o que te move? E quando o que te move já não tem mais energia para te mover? O que te fará mover depois?
Diz-me o que te agarra à vida, ou então o que pode fazer com que a vida se agarre a ti.
Diz-me o que te agarra à vida?
Será o amor da tua vida, que acreditas sempre que será amanhã que o verás olhos nos olhos? Ou o amor que já tens em casa de mesa posta e coração aberto para aquecer? Ou o emprego que te esfola a pele e te faz acreditar que um dia serás promovido? Ou melhor...será que tens tudo, mas te sentes vazio por dentro, até fazer eco, e acreditas que será amanhã que descobrirás o que te vai encher o corpo do teu corpo?
Diz-me que ganas te fazem viver? Tive um amigo que dizia que lhe bastava encher os pulmões de ar, no cimo de uma montanha verde. Morreu aos 33 anos, e não sei se alguma vez conseguiu o ar que lhe chegasse.
Será que é a luta pela saúde que já não tens, mas só queres mais um dia para voltares a acreditar que até vais viver?
Serão os sonhos, que até poderão ser malditos se nunca se realizarem?
O que te agarra à vida? Deus ou deus? Será que é o que tem que ser e ponto final.?
Diz-me o que te movimenta o sangue, as entranhas, a saliva, os músculos, a incontrolável alma?
Diz-me o que te move? E quando o que te move já não tem mais energia para te mover? O que te fará mover depois?
Diz-me o que te agarra à vida, ou então o que pode fazer com que a vida se agarre a ti.
sábado, abril 30, 2011
roubaram o meu telemovel
Hoje roubaram o meu telemovel na feira do alvarinho, melgaço. Sinto-me invadido.
Bolas
Bolas
domingo, abril 03, 2011
Contra os canhões....

Ora Viva
Neste dias apertados que assombram o país, apercebi-me de muito e tanto.
1- Temos muitos treinadores de bancada
2- Temos políticos que acusam e escondem a mão, onde a consciência nacional é sempre o outro que não a tem e não o próprio
3- Quando todos acusam todos, poucos dizem: tenho que trabalhar mais e melhor!
4- Acreditamos pouco em Porugal
Eu acredito que vamos sair desta, mas precisamos de uma consciência colectiva, humilde, empreendedora, mais de obra e menos verbal!
Tenho dito
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
TER COMPANHIA
Ora Viva
Ter companhia. Companhia de quem amamos, de quem vamos amar, de quem nos surpreende. Ter companhia, nas lágrimas e nos sorrisos de fazer doer a barriga de tanto rir!
Companhia nos jantares deliciosos e naqueles que correm menos bem! Companhia nas compras, no café, ou na beira do mar.
Companhia. Viver acompanhado. Cultivar a companhia e deixar-se beber pela maravilha de mesmo sozinho nos podermos sentir acompanhados!
OBRIGADO ÀS COMPANHIAS DA MINHA VIDA!
Ter companhia. Companhia de quem amamos, de quem vamos amar, de quem nos surpreende. Ter companhia, nas lágrimas e nos sorrisos de fazer doer a barriga de tanto rir!
Companhia nos jantares deliciosos e naqueles que correm menos bem! Companhia nas compras, no café, ou na beira do mar.
Companhia. Viver acompanhado. Cultivar a companhia e deixar-se beber pela maravilha de mesmo sozinho nos podermos sentir acompanhados!
OBRIGADO ÀS COMPANHIAS DA MINHA VIDA!
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SOLIDÃO
quinta-feira, janeiro 06, 2011
A ESMOLA DA VELHICE
ORA VIVA
A D. Maria tem mais de 75 anos, cabelos brancos neve, olhos azuis mar, um sorriso encantador, um lenço com flores pequeninas amarrado à cabeça, um avental de chita antiga, e a educação de antigamente.
Apetece ter a D. Maria como avó, sentar-se no quente da lareira e ouvir as histórias de uma vida com HISTÓRIA, onde a humildade do olhar transparece um coração também lavrado pelas agruras da vida.
E ficamos a olhar para o imenso e solene azul dos olhos da D. Maria, uma mulher que deu ao país 75 anos da sua história, sem campanhas, entrevistas, escandalos, roubos, insultos, vernizes, tratados ou outros sérios acontecimentos.
Uma vida serena de quem, possivelmente, trabalhou de sol a sol, na terra de cada dia, e cujo trabalho grande parte de nós acha que não nos deu nada. Será mesmo assim?
A D. Maria do lenço florido pede esmolas no meio da avenida da Boavista, Porto.
Abraços
BOM ANO
A D. Maria tem mais de 75 anos, cabelos brancos neve, olhos azuis mar, um sorriso encantador, um lenço com flores pequeninas amarrado à cabeça, um avental de chita antiga, e a educação de antigamente.
Apetece ter a D. Maria como avó, sentar-se no quente da lareira e ouvir as histórias de uma vida com HISTÓRIA, onde a humildade do olhar transparece um coração também lavrado pelas agruras da vida.
E ficamos a olhar para o imenso e solene azul dos olhos da D. Maria, uma mulher que deu ao país 75 anos da sua história, sem campanhas, entrevistas, escandalos, roubos, insultos, vernizes, tratados ou outros sérios acontecimentos.
Uma vida serena de quem, possivelmente, trabalhou de sol a sol, na terra de cada dia, e cujo trabalho grande parte de nós acha que não nos deu nada. Será mesmo assim?
A D. Maria do lenço florido pede esmolas no meio da avenida da Boavista, Porto.
Abraços
BOM ANO
domingo, novembro 21, 2010
CHUVA


Ora Viva
Se para uns a chuva é romance, lareira e vinho, para outros significa uma solidão molhada, onde a luz custa entrar.
Quando chove o cenário muda e ponto. Molhamo-nos ao sair do carro, ensopamo-nos para chegar ao trabalho, apanhamos o dobro do transito e para finalizar: o pingo no nariz.
Como é que a chuva pode ser um bom lugar para se comer um bocado de felicidade? Tudo custa, até passear o cão. Tenho amigos apaixonados por este milagre húmido das nuvens...mas é difícil perceber.
Pessoalmente prefiro o sol, até pode ser frio, mas que seja luminoso. Não troco um dia frio de Inverno, com sol, luz meiga, casaco quente, luvas, um café na baixa, um gorro, um dia onde todos os cenários de chuva têm ângulos quase diferentes... mais claros, limpos e iluminados.
Até amanhã
Se para uns a chuva é romance, lareira e vinho, para outros significa uma solidão molhada, onde a luz custa entrar.
Quando chove o cenário muda e ponto. Molhamo-nos ao sair do carro, ensopamo-nos para chegar ao trabalho, apanhamos o dobro do transito e para finalizar: o pingo no nariz.
Como é que a chuva pode ser um bom lugar para se comer um bocado de felicidade? Tudo custa, até passear o cão. Tenho amigos apaixonados por este milagre húmido das nuvens...mas é difícil perceber.
Pessoalmente prefiro o sol, até pode ser frio, mas que seja luminoso. Não troco um dia frio de Inverno, com sol, luz meiga, casaco quente, luvas, um café na baixa, um gorro, um dia onde todos os cenários de chuva têm ângulos quase diferentes... mais claros, limpos e iluminados.
Até amanhã
quinta-feira, outubro 21, 2010
Eu e ponto final
...
Contra o que sou me guardo e quando oiço
Falar do que pareço, posso então
Encher o peito de desprezo e riso.
Pois só eu me conheço e só eu posso
Subir até aquela solidão
Onde me incenso, amo e realizo.
Ary dos Santos
Contra o que sou me guardo e quando oiço
Falar do que pareço, posso então
Encher o peito de desprezo e riso.
Pois só eu me conheço e só eu posso
Subir até aquela solidão
Onde me incenso, amo e realizo.
Ary dos Santos
sábado, setembro 25, 2010
A MINHA ESCRITA
Olá...
Ando por aqui, a escrever o que penso, para ser verdadeiro, ando a partilhar-me. Nunca vos aconteceu terem uma necessidade louca de dizerem o que pensam?
Hoje sinto-me cansado, há dias em que levo o mundo à frente, outros há em que sou arrastado pelo mundo.
Amanhã lá estaremos para o nascer de um novo dia....
Abraços
Ando por aqui, a escrever o que penso, para ser verdadeiro, ando a partilhar-me. Nunca vos aconteceu terem uma necessidade louca de dizerem o que pensam?
Hoje sinto-me cansado, há dias em que levo o mundo à frente, outros há em que sou arrastado pelo mundo.
Amanhã lá estaremos para o nascer de um novo dia....
Abraços
domingo, setembro 19, 2010
BRANCO
Ora Viva
Obrigado pelas mensagens!
Gosto muito da minha casa, e por isso mimo-a muito, ou seja, ando sempre em mudanças....
Decidi renovar o escritório e pintar as paredes de branco, descobri que existem à venda tantos bancos.....mas TANTOS e que alguns deles são mais cinzas, amarelos e rosas, que propriamente brancos....
O que se passa no mundo das cores? Até aí nos querem passar a perna? Branco é branco e ponto.
Algo vai muito mal quando do branco se quer fazer outra cor qualquer.....
Até já.
Hélder
Obrigado pelas mensagens!
Gosto muito da minha casa, e por isso mimo-a muito, ou seja, ando sempre em mudanças....
Decidi renovar o escritório e pintar as paredes de branco, descobri que existem à venda tantos bancos.....mas TANTOS e que alguns deles são mais cinzas, amarelos e rosas, que propriamente brancos....
O que se passa no mundo das cores? Até aí nos querem passar a perna? Branco é branco e ponto.
Algo vai muito mal quando do branco se quer fazer outra cor qualquer.....
Até já.
Hélder
domingo, setembro 05, 2010
Memórias da escola
Ora Viva
Estamos no regresso às aulas. A minha infância escolar não foi muito feliz, tinha um professor que batia valentemete! Por tudo e por quase nada. Como é evidente este facto não era motivador pelo regresso às aulas. Eu berrava de saudades dos 3 meses de férias....e de nada valia..... Nunca percebi o sentido da reguada e do estalo em função da educação, aliás nunca percebi o sentido de qualquer espécie de violência...mas são outros 31...
Mas há memórias que permanecem, os cadernos e livros novos, as canetas novinhas e ainda por roer...e o leite com chocolate que a escola dava...nunca bebi um leite a saber assim, valia cada estalada do meu tenebroso professor...maravilhoso lanche....
Há sabores e memórias que nos ficam e nem sempre pelos melhores motivos.
Já agora bom regresso à escola, a professores e a alunos....
Até breve
Estamos no regresso às aulas. A minha infância escolar não foi muito feliz, tinha um professor que batia valentemete! Por tudo e por quase nada. Como é evidente este facto não era motivador pelo regresso às aulas. Eu berrava de saudades dos 3 meses de férias....e de nada valia..... Nunca percebi o sentido da reguada e do estalo em função da educação, aliás nunca percebi o sentido de qualquer espécie de violência...mas são outros 31...
Mas há memórias que permanecem, os cadernos e livros novos, as canetas novinhas e ainda por roer...e o leite com chocolate que a escola dava...nunca bebi um leite a saber assim, valia cada estalada do meu tenebroso professor...maravilhoso lanche....
Há sabores e memórias que nos ficam e nem sempre pelos melhores motivos.
Já agora bom regresso à escola, a professores e a alunos....
Até breve
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quarta-feira, julho 28, 2010
HÁ LIVROS ASSIM
segunda-feira, julho 19, 2010
PODEREI IR DE FÉRIAS?
Ora viva
Estou de férias....Maravilha....deitar-me tarde, levantar-me tarde, poucas notícias, muita tranquilidade, muito sol e poucas nuvens, bom vinho, bom tinto, maduro, bons amigos, muito mar, ir e voltar....e viagens...
Mas viajar significa estar longe de um casal de AMIGOS que vai casar, e estou tão radiante como eles; e, como se não bastasse, vou falhar ao aniversário da MINHA GRANDE AMIGA, daquelas que a infância uniu e o homem jamais separará!!!
Por momentos pensei, deverei ir de férias??
Há tempos assim, que me perdoem a falha...mas preciso mesmo de voar!!! :)
Até já
Hélder
Estou de férias....Maravilha....deitar-me tarde, levantar-me tarde, poucas notícias, muita tranquilidade, muito sol e poucas nuvens, bom vinho, bom tinto, maduro, bons amigos, muito mar, ir e voltar....e viagens...
Mas viajar significa estar longe de um casal de AMIGOS que vai casar, e estou tão radiante como eles; e, como se não bastasse, vou falhar ao aniversário da MINHA GRANDE AMIGA, daquelas que a infância uniu e o homem jamais separará!!!
Por momentos pensei, deverei ir de férias??
Há tempos assim, que me perdoem a falha...mas preciso mesmo de voar!!! :)
Até já
Hélder
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domingo, julho 04, 2010
quarta-feira, junho 23, 2010
A ALDEIA DA CASA MAGIA

Ora Viva...
Escrevi um conto para crianças: "A Aldeia da Casa Magia". A imagem é a capa! Não o digo com vaidade mas com orgulho. Tratou-se de um convite do Centro Social de Paramos, que celebra 30 anos de serviço à comunidade. Claro que aceitei, aliás as vendas revertem para a instituição.
Não imaginam o deslumbre que é escrever para crianças, parece que a memória de criança se aflora na pele da lembrança. É mágico....os cheiros, os medos, os sonhos, os impossíveis tornados realidade, o encanto de acreditar sempre.
Tudo melhora quando a escrita apela para o trabalho de uma instituição que respeita e dignifica a pessoa, da criança ao idoso. Se eu cresci com esta experiência...e tão bem que me soube as memórias do ser criança!!
A titulo de informação, o livro está à venda em todo o país. Ao comprar estão a ajudar, e gostava de receber a vossa crítica, claro!
Até breve
Hélder
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sexta-feira, junho 04, 2010
Eu!
Ora viva
Obrigado a quem passa e fica....
Verão. Calor. Tudo mais próximo. Tudo mais leve....
Estava numa esplana à beira mar....um grupo de senhoras dirige-se a mim. Palmadinha nas costas e dizem: - você é tão simpático.... Eu respondo: - nem sempre, não sou sempre simpático. A conversa continuou, o meu sossego de sol terminou, mas foi agradável a conversa de beira mar.
Não sei se foi o mar e os abraços de sol que me apuraram para dizer aquela verdade: NÃO SOU SEMPRE SIMPÁTICO. Mas soube-me bem. A vida afunda-nos a todos, verdade? Família doente, nós doentes, falta de dinheiro, dores de amor, problemas no trabalho...a listas das crises é longa. Todos temos as nossas cruzes, sempre me disse a minha vizinha de infância, a D. Lucília. E nesses dias não consigo ser simpático, mas educado....isso sempre (assim me esforço)... É muito fácil ser-se simpático durante um programa onde a nossa felicidade está toda ali e os poblemas ficam todinhos em casa, fechados e calados...mas depois da TV há a nossa vida, a das cruzes....
E quem a verdade confessa....
Abraços a todos
Obrigado a quem passa e fica....
Verão. Calor. Tudo mais próximo. Tudo mais leve....
Estava numa esplana à beira mar....um grupo de senhoras dirige-se a mim. Palmadinha nas costas e dizem: - você é tão simpático.... Eu respondo: - nem sempre, não sou sempre simpático. A conversa continuou, o meu sossego de sol terminou, mas foi agradável a conversa de beira mar.
Não sei se foi o mar e os abraços de sol que me apuraram para dizer aquela verdade: NÃO SOU SEMPRE SIMPÁTICO. Mas soube-me bem. A vida afunda-nos a todos, verdade? Família doente, nós doentes, falta de dinheiro, dores de amor, problemas no trabalho...a listas das crises é longa. Todos temos as nossas cruzes, sempre me disse a minha vizinha de infância, a D. Lucília. E nesses dias não consigo ser simpático, mas educado....isso sempre (assim me esforço)... É muito fácil ser-se simpático durante um programa onde a nossa felicidade está toda ali e os poblemas ficam todinhos em casa, fechados e calados...mas depois da TV há a nossa vida, a das cruzes....
E quem a verdade confessa....
Abraços a todos
domingo, abril 25, 2010
O FIM DE UMA GERAÇÃO DE ALUGUER

Ora viva
Obrigado pelas mensagens..mimos e desabafos...
Já repararam que a multinacional Blockbuster está a fechar portas. O fecho de mais esta loja, vítima de uma crise qualquer que ainda não percebi se é económica ou social, dita o fim de uma geração.
Termina a geração do ver um DVD em casa, é claro que agora o podemos escolher a partir do serviço da TV cabo, mas finda a magia do sair de casa, entrar numa loja cheia de posters a fazer lembrar um cinema, desfilar por montes de titulos, pegar nos DVDs, ver os casais a escolher o melhor filme para a sua noite, comprar umas pipocas, enfim....sair de casa para escolher um bom filme....para uma boa noite.
Caramba. É uma rotina que termina, porque tudo nos entra em casa, e pronto, já está! A mim, às vezes, apetece-me escrever à mão, enviar cartas, colar selos com a língua, ver Dvds alugados....
É mais que uma rotina que termina, é um sinal de uma geração que FECHA PORTAS.
Importante? Tem a importância que tem.
Abraços
terça-feira, abril 06, 2010
MORTE OU VIDA?
Ora Viva
Obrigado pelos comentários...gente boa!!
Faço com regularidade reportagens sobre quem escolheu a morte no lugar da vida, e a escolheu também para quem estava consigo. Pais que se matam e arrastam os filhos para a prematura partida.
Caramba. Andamos loucos? Que se passa....é que isto acontece mesmo, muito e violentamente. É estranho que a vida leva a escolher a morte....
E os motivos...nunca digam que são ridículos....a dor não é regeneradora para todos...excepto para alguns personagens de novelas...
Lamento. Lamento muito que a vida deixe de ser opção para tantas histórias de gente que deixou de poder fazer com a vida o que lhes apetecesse!!!
Sim, podemos ser tudo o que quisermos. Ou não?
Obrigado pelos comentários...gente boa!!
Faço com regularidade reportagens sobre quem escolheu a morte no lugar da vida, e a escolheu também para quem estava consigo. Pais que se matam e arrastam os filhos para a prematura partida.
Caramba. Andamos loucos? Que se passa....é que isto acontece mesmo, muito e violentamente. É estranho que a vida leva a escolher a morte....
E os motivos...nunca digam que são ridículos....a dor não é regeneradora para todos...excepto para alguns personagens de novelas...
Lamento. Lamento muito que a vida deixe de ser opção para tantas histórias de gente que deixou de poder fazer com a vida o que lhes apetecesse!!!
Sim, podemos ser tudo o que quisermos. Ou não?
terça-feira, março 09, 2010
RIR DE MIM E PARA OS OUTROS

Ora Viva
Como estão? Hoje, enquanto passava um mau bocado no meu dia, pensei no sorriso. Rir! Que maravilha....o riso, a gargalhada.
Saí, fui para sítios com gente e perdi-me a ouvir rir, ver bocas a esboçar sorrisos e a dar saúde à pele e músculos...
Rir. De nós, dos problemas (que permitem dar uma gargalhada e mandá-los dar uma volta), rir de uma boa piada, de uma calinada, de um gesto feliz, de um reencontro. RIR é bom para nós e até pode ser bom para o mundo.
Gostava de conhecer o lugar dentro de nós onde nasce o riso, deve ser um sítio animado, onde apetece ficar e beber um copo...e rir, sorrir, gargalhar...enfim, ser feliz da boca aos pés.
Depois da minha viagem ao mundo do riso dos outros até que fiquei mais bem-disposto!
Sorrio-vos!!!
quinta-feira, março 04, 2010
CANCRO
Abre-me os músculos
Enche-me de marés
Sopra-me os montes
Torna-me caminho
Mergulha-me na luz
Transforma-me em amanhecer
Dedico este poema a cada amiga que tem lutado contra o cancro, de modo vitorioso, e me tem ensinado que a vida vive-se SEMPRE. Se são muitas amigas? Não, são 2, mas têm a força do mundo.
Há sempre dores mais pequenas que a dor. Obrigado. Eu sei que a vida vos beijará, como o beijo da mãe ao filho que lhe enche o colo.
Vosso,
Hélder
Enche-me de marés
Sopra-me os montes
Torna-me caminho
Mergulha-me na luz
Transforma-me em amanhecer
Dedico este poema a cada amiga que tem lutado contra o cancro, de modo vitorioso, e me tem ensinado que a vida vive-se SEMPRE. Se são muitas amigas? Não, são 2, mas têm a força do mundo.
Há sempre dores mais pequenas que a dor. Obrigado. Eu sei que a vida vos beijará, como o beijo da mãe ao filho que lhe enche o colo.
Vosso,
Hélder
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
PADEIRA SOLIDÁRIA
Ora Viva
Obrigado a quem passa....
Nas maravilhas que o meu tabalho tem, encontra-se o fascinante mundo das pessoas que fazem bem e não andam de fotógrafos em cima delas (contra mim também falo...).
Maria de Fátima leva o pão às gentes da Serra do Açor, carrinha branca e pão fresco. Com o pão, esta padeirita de olhos céu, leva às aldeias serranas a reforma, o correio, os medicamentos, as novas na terra.
Acompanhei a alegria de quem recebe a padeira. Meu Deus, olhos felizes pela chegada do pão nosso de cada dia, mas também porque vem alguém cuja força aquece a aldeia vestida de orvalhos e cheiro a lenha a crepitar. Alegria de quem sabe que vai receber mimos e novas.
Diz o povo de Fátima, que ela lhes traz o pão para o corpo e a alegria para o coração.
Fátima não se combra a mais no pão pelo serviço de "entregas" que faz ao povo. A padeira chama a esta gente, com "fome" do seu pão, os SEUS AMIGOS do coração.
Perguntei-lhe se é feliz naquilo que faz...respondeu que nunca pensou ser padeira, e agora que o é, não quer ser outra coisa...e o povo agradece, e eu vergo-me a esta humildade.
Até breve
Obrigado a quem passa....
Nas maravilhas que o meu tabalho tem, encontra-se o fascinante mundo das pessoas que fazem bem e não andam de fotógrafos em cima delas (contra mim também falo...).
Maria de Fátima leva o pão às gentes da Serra do Açor, carrinha branca e pão fresco. Com o pão, esta padeirita de olhos céu, leva às aldeias serranas a reforma, o correio, os medicamentos, as novas na terra.
Acompanhei a alegria de quem recebe a padeira. Meu Deus, olhos felizes pela chegada do pão nosso de cada dia, mas também porque vem alguém cuja força aquece a aldeia vestida de orvalhos e cheiro a lenha a crepitar. Alegria de quem sabe que vai receber mimos e novas.
Diz o povo de Fátima, que ela lhes traz o pão para o corpo e a alegria para o coração.
Fátima não se combra a mais no pão pelo serviço de "entregas" que faz ao povo. A padeira chama a esta gente, com "fome" do seu pão, os SEUS AMIGOS do coração.
Perguntei-lhe se é feliz naquilo que faz...respondeu que nunca pensou ser padeira, e agora que o é, não quer ser outra coisa...e o povo agradece, e eu vergo-me a esta humildade.
Até breve
quinta-feira, janeiro 28, 2010
A música da minha vida
Olá
Obrigado a quem passa. Mesmo!
Partilho uma das músicas da minha vida. Pela letra, pela musicalidade, pela imensidão das coisas pequenas.
Ouçam a música, ouçam a letra. Madredeus, em grande.
Um abraço traquilo
Hélder
http://www.youtube.com/watch?v=1vZpw6SlK5A
Obrigado a quem passa. Mesmo!
Partilho uma das músicas da minha vida. Pela letra, pela musicalidade, pela imensidão das coisas pequenas.
Ouçam a música, ouçam a letra. Madredeus, em grande.
Um abraço traquilo
Hélder
http://www.youtube.com/watch?v=1vZpw6SlK5A
quarta-feira, janeiro 13, 2010
O REGRESSO DO MEU TELEMÓVEL
ORA VIVA
É verdade, devolveram-me o telefone. Tudo graças ao meu post aqui no blog. Não vou contar a história de quem o devolveu, mas posso dizer que é um jovem, e que estou certo que um dia vai perceber a importância de devolver algo que tem muito de nós.
Ainda não consegui estar com ele, porque estou a recuperar de uma gripe, mas estarei e terei todo o gosto em lhe agradecer pessoalmente.
O mundo não muda por pequenos gestos, atenções, ou devoluções, mas pode tornar-se num espaço bem mais agradável de se viver.
Uma história com final feliz no ano de 2010.
E sim, é verdade.....vivo sem o telemóvel, mas com algumas dificuldades!!!!!!!!!!
É verdade, devolveram-me o telefone. Tudo graças ao meu post aqui no blog. Não vou contar a história de quem o devolveu, mas posso dizer que é um jovem, e que estou certo que um dia vai perceber a importância de devolver algo que tem muito de nós.
Ainda não consegui estar com ele, porque estou a recuperar de uma gripe, mas estarei e terei todo o gosto em lhe agradecer pessoalmente.
O mundo não muda por pequenos gestos, atenções, ou devoluções, mas pode tornar-se num espaço bem mais agradável de se viver.
Uma história com final feliz no ano de 2010.
E sim, é verdade.....vivo sem o telemóvel, mas com algumas dificuldades!!!!!!!!!!
domingo, janeiro 10, 2010
roubaram-me o telemóvel
Ora viva
Roubaram-me o telemovel. Bom, para dizer a verdade, deixei-o sozinho 30 segundos.
E desapareceu...contactos, memorias da minha mãe, fotografias, tudo..... Não é o aparelho, é a memória e sentir que entraram violentamente na minha vida...
E dói saber que há gente sempre tão pouco séria à nossa volta.....
Abraços
Roubaram-me o telemovel. Bom, para dizer a verdade, deixei-o sozinho 30 segundos.
E desapareceu...contactos, memorias da minha mãe, fotografias, tudo..... Não é o aparelho, é a memória e sentir que entraram violentamente na minha vida...
E dói saber que há gente sempre tão pouco séria à nossa volta.....
Abraços
sábado, janeiro 02, 2010
BOM ANO
Bom Ano
Que seja de acreditar, que seja de amigos, trabalho, saúde e bom vinho. Que seja de silêncio, vontades compridas e cumpridas.
Bom ano segundo a tua vontade, o teu querer e conseguir.
Obrigado a quem passa...e fica. Eu continuarei por cá. Não respondo pessoalmente, mas leio atentamente, dedicadamente.
Obrigado.
E que seja um ano de boas músicas.
Abraços, espreitem este vintage da música do mundo:
http://www.youtube.com/watch?v=zvq9-sFC6a8&feature=related
Que seja de acreditar, que seja de amigos, trabalho, saúde e bom vinho. Que seja de silêncio, vontades compridas e cumpridas.
Bom ano segundo a tua vontade, o teu querer e conseguir.
Obrigado a quem passa...e fica. Eu continuarei por cá. Não respondo pessoalmente, mas leio atentamente, dedicadamente.
Obrigado.
E que seja um ano de boas músicas.
Abraços, espreitem este vintage da música do mundo:
http://www.youtube.com/watch?v=zvq9-sFC6a8&feature=related
sexta-feira, dezembro 25, 2009
É TEMPO DE NATAL, É TEMPO DE SMS
FELIZ NATAL A TODOS....DO CORAÇÃO...
Que opinião têm das SMS formatadas, longas, iguais para todos, e que cada vez estão tão mais presentes que o presépio?
Eu?
ODEIO.
Mas já passei essa fase, há anos, mas já passei por ela!!!! Assumo.
Dizem vocês....ah mas lembram-se de ti...pois, é um facto. Recebi umas 60 lembranças, eu e mais não sei quantos. As mesmas palavras, as MESMAS IDEIAS E VOTOS E PIADAS E MORAIS E IMORAIS...
Escrevo a mensagem, escolho todos os contactos e envio...e lá vai a minha lembrança personalizada....para todos.
É ridículo, e receber essas mensagens de algumas pessoas é um insulto.
Eu? Não enviei SMS. Telefonei, uns 15 telefonemas bastaram...e umas respostas SMS que sei terem sido escritas para mim.
Sinto que cada vez mais há gente a partilhar desta alergia ao SMS da festividade.
Agradeço...mas não se esforcem, e poupem o saldo do telemóvel. QUEREM UM MELHOR 2010? NÃO ENVIEM sms PARA A CATRAFADA DE CONTACTOS QUE TÊM NA VOSSA LISTA.
Tenho dito.
FELIZ NATAL A TODOS OS QUE ATÉ PASSAM POR ESTE ÁGUA EM AZEITE
Que opinião têm das SMS formatadas, longas, iguais para todos, e que cada vez estão tão mais presentes que o presépio?
Eu?
ODEIO.
Mas já passei essa fase, há anos, mas já passei por ela!!!! Assumo.
Dizem vocês....ah mas lembram-se de ti...pois, é um facto. Recebi umas 60 lembranças, eu e mais não sei quantos. As mesmas palavras, as MESMAS IDEIAS E VOTOS E PIADAS E MORAIS E IMORAIS...
Escrevo a mensagem, escolho todos os contactos e envio...e lá vai a minha lembrança personalizada....para todos.
É ridículo, e receber essas mensagens de algumas pessoas é um insulto.
Eu? Não enviei SMS. Telefonei, uns 15 telefonemas bastaram...e umas respostas SMS que sei terem sido escritas para mim.
Sinto que cada vez mais há gente a partilhar desta alergia ao SMS da festividade.
Agradeço...mas não se esforcem, e poupem o saldo do telemóvel. QUEREM UM MELHOR 2010? NÃO ENVIEM sms PARA A CATRAFADA DE CONTACTOS QUE TÊM NA VOSSA LISTA.
Tenho dito.
FELIZ NATAL A TODOS OS QUE ATÉ PASSAM POR ESTE ÁGUA EM AZEITE
EU NOS 80
A todos...um FELIZ NATAL!!!
Alguem pergunta o que quero ser quando tiver 80 anos? Se tiver saúde (ualidade de vida, à altura da idade) quero fazer uma viagem inesquecível, quero que o amor da minha vida ainda esteja comigo. Quero jantares com as pessoas que amo, quero dar caminhadas à beira mar, no bosque, passear na rua e ver como está o mundo dos mues 80 anos...
Quero fazer algo que nunca tenha feito....a lista ainda é longa.
Se não tiver a saúde necessária para estar por cá quero estar noutro sítio, para onde vão as pessoas de 80 anos e que já não querem este mundo...
Abraços enormes
Obrigado
Alguem pergunta o que quero ser quando tiver 80 anos? Se tiver saúde (ualidade de vida, à altura da idade) quero fazer uma viagem inesquecível, quero que o amor da minha vida ainda esteja comigo. Quero jantares com as pessoas que amo, quero dar caminhadas à beira mar, no bosque, passear na rua e ver como está o mundo dos mues 80 anos...
Quero fazer algo que nunca tenha feito....a lista ainda é longa.
Se não tiver a saúde necessária para estar por cá quero estar noutro sítio, para onde vão as pessoas de 80 anos e que já não querem este mundo...
Abraços enormes
Obrigado
sábado, dezembro 05, 2009
O QUE QUERES SER QUANDO TIVERES 80 ANOS?
Ora Viva
Obrigado a quem passa.
Quando somos pequenos pensamos, ou perguntam-nos: o que queres ser quando cresceres???
E já pensaram no que seremos quando envelhecermos? Em que pensaremos? O que acharemos da vida que vivemos, dos sonhos que tivemos, daquilo que não fizemos e tivemos pena de não ter feito?
Como lidaremos com um fim de tempo que espreita à porta de uma outra vida qualquer?
Carpe diem, claro, mas o futuro também se faz num hoje que passa por nós, e convém que pare!
Abraços a todos, apertados.
Hélder
Obrigado a quem passa.
Quando somos pequenos pensamos, ou perguntam-nos: o que queres ser quando cresceres???
E já pensaram no que seremos quando envelhecermos? Em que pensaremos? O que acharemos da vida que vivemos, dos sonhos que tivemos, daquilo que não fizemos e tivemos pena de não ter feito?
Como lidaremos com um fim de tempo que espreita à porta de uma outra vida qualquer?
Carpe diem, claro, mas o futuro também se faz num hoje que passa por nós, e convém que pare!
Abraços a todos, apertados.
Hélder
domingo, novembro 15, 2009
intimidade
Se me perguntares pelo meu mundo
respondo-te que está despido
Tem o corpo nu
exposto
Se me perguntares pelos sonhos
Estão frios
agarrados ao voo dos pássaros
mas frios
respondo-te que está despido
Tem o corpo nu
exposto
Se me perguntares pelos sonhos
Estão frios
agarrados ao voo dos pássaros
mas frios
terça-feira, outubro 20, 2009
E HÁ A MÚSICA
Ora Viva
Obrigado pelas mensagens...
Há músicas e músicas.
Sempre gostei de música. Cantava em miúdo, a imitar os grandes, cantei no seminário em solenes liturgias, concorri a festivais, cantei mal, muito mal. Perdi muitos concursos, ganhei outros, cantei bem. Ouvi música que hoje está muito bem guardada, para que mais ninguém a ouça. Ouvi música maravilhosa. Cantei com orquestras, com músicos maus, mas pessoas maravilhosas. Cantei com músicos fabulosos, mas pessoas medonhas.
Cantei, e canto. Hoje canto. Sou cantor. Pólen é a minha banda. Sabem aquela felicidade que sentem quando vivem algo que vos é extremamente gratificante, emocionante, delirante? É que sinto quando canto.
Fazer o que se gosta, é de facto, uma possibilidade incrível que a vida nos dá. Haja determinação, trabalho e músicos que também sejam amigos sinfónicos. Não fosse a vida uma grande obra musical.
Deixo-vos uma música que me faz bem...são gostos, por isso !
Até já
http://www.youtube.com/watch?v=Sm6L3l3_Bio&feature=player_embedded
Obrigado pelas mensagens...
Há músicas e músicas.
Sempre gostei de música. Cantava em miúdo, a imitar os grandes, cantei no seminário em solenes liturgias, concorri a festivais, cantei mal, muito mal. Perdi muitos concursos, ganhei outros, cantei bem. Ouvi música que hoje está muito bem guardada, para que mais ninguém a ouça. Ouvi música maravilhosa. Cantei com orquestras, com músicos maus, mas pessoas maravilhosas. Cantei com músicos fabulosos, mas pessoas medonhas.
Cantei, e canto. Hoje canto. Sou cantor. Pólen é a minha banda. Sabem aquela felicidade que sentem quando vivem algo que vos é extremamente gratificante, emocionante, delirante? É que sinto quando canto.
Fazer o que se gosta, é de facto, uma possibilidade incrível que a vida nos dá. Haja determinação, trabalho e músicos que também sejam amigos sinfónicos. Não fosse a vida uma grande obra musical.
Deixo-vos uma música que me faz bem...são gostos, por isso !
Até já
http://www.youtube.com/watch?v=Sm6L3l3_Bio&feature=player_embedded
quinta-feira, setembro 17, 2009
NÃO SOU FIGURA PÚBLICA
Ora viva
Encaro o meu trabalho exactamente como tal TRABALHO. A par da felicidade que sinto em comunicar, do privilégio de trabalhar no programa, no canal e com as pessoas que trabalho. Mas é trabalho. Apesar da minha actividade profissional me possibilitar conhecer país e mundo, pessoas e multidões, artes e histórias, é o meu trabalho.
Trabalhar é exercitar continuamente a nossa humildade de aprender, de cumprir o desafio de fazer melhor, de desafiar a capacidade de saber perder, e de se dedicar convictamente ao objectivo do trabalho.
É claro que me sinto um homem profundamente realizado, naquele que é o meu trabalho. Comunicar.
Por todas estas razões não me considero uma figura pública, mas sim uma pessoa com um trabalho de exposição pública. Percebem que são coisas muito diferentes!?!
Há dias, numa das minhas reportagens, disse que engraçava com os postais das terras. Conduzem a nossa memória pelos sítios por onde passamos e provocam-nos para a escrita. Sabe bem receber um postal de férias... Bom, estava eu a reportar, e no meio da conversa....lá disse: adoro postais. Dias passados e recebo na RTP uma encomenda com a colecção de 600 postais, assinado: D. Maria.
É claro que liguei à senhora, não poderia ficar com aquelas imagens da memória. Resposta do outro lado: vi no senhor Hélder a pessoa indicada para guardar este meu tesouro.
Num jantar solidário para quem não tem família, nem paredes , a D. Rosa agarrou-me na mão e disse: obrigado senhor Hélder, por permitir que eu fale consigo, é um dia muito feliz para mim.
É por estas generosidade que eu trabalho, e é por esta razão que eu não sou, nem posso ser, figura pública. Sou uma pessoa, com trabalho público, que comunica, e gosta de o fazer com a crença de que está a fazer bem a alguém.
Até já.
Hélder
Encaro o meu trabalho exactamente como tal TRABALHO. A par da felicidade que sinto em comunicar, do privilégio de trabalhar no programa, no canal e com as pessoas que trabalho. Mas é trabalho. Apesar da minha actividade profissional me possibilitar conhecer país e mundo, pessoas e multidões, artes e histórias, é o meu trabalho.
Trabalhar é exercitar continuamente a nossa humildade de aprender, de cumprir o desafio de fazer melhor, de desafiar a capacidade de saber perder, e de se dedicar convictamente ao objectivo do trabalho.
É claro que me sinto um homem profundamente realizado, naquele que é o meu trabalho. Comunicar.
Por todas estas razões não me considero uma figura pública, mas sim uma pessoa com um trabalho de exposição pública. Percebem que são coisas muito diferentes!?!
Há dias, numa das minhas reportagens, disse que engraçava com os postais das terras. Conduzem a nossa memória pelos sítios por onde passamos e provocam-nos para a escrita. Sabe bem receber um postal de férias... Bom, estava eu a reportar, e no meio da conversa....lá disse: adoro postais. Dias passados e recebo na RTP uma encomenda com a colecção de 600 postais, assinado: D. Maria.
É claro que liguei à senhora, não poderia ficar com aquelas imagens da memória. Resposta do outro lado: vi no senhor Hélder a pessoa indicada para guardar este meu tesouro.
Num jantar solidário para quem não tem família, nem paredes , a D. Rosa agarrou-me na mão e disse: obrigado senhor Hélder, por permitir que eu fale consigo, é um dia muito feliz para mim.
É por estas generosidade que eu trabalho, e é por esta razão que eu não sou, nem posso ser, figura pública. Sou uma pessoa, com trabalho público, que comunica, e gosta de o fazer com a crença de que está a fazer bem a alguém.
Até já.
Hélder
domingo, setembro 13, 2009
JOSÉ MOREIRA UM VELOZ FIEL DE ARMAZEM


Obrigado a quem passa, e não temam comentar...é sinal de presença!!
Conhecem o José Moreira? A foto ajuda.
Atleta. Estreante em competição.9º lugar na Maratona dos Mundiais de Berlim. Melhor tempo de Portugal. Profissão: fiel de armazém, trabalha 8 horas por dia. Treina às 6 da manhã, antes de marcar ponto, e no fim do dia de trabalho. Sonho: tornar-se atleta profissional.
Mas será preciso maior profissionalização? Qual será o verdadeiro motivo para que uns atletas sejam Atletas e outros simplesmente atletas de calos nas mãos?
É claro que o mundo não é justo, nem verdadeiro. E há culpados. Quem? Nós que alimentamos as máquinas da idolatria. Nós que despersonificamos as figuras públicas, sejam elas atletas ou actores. São gente, com ou sem valor. Gente simples e nem sempre humilde.
Portugal não valoriza a novidade. Ponto final. Este ATLETA treina há 15 anos. 15! Vamos descobrir que apoios tem? Tentem vocês, não encontrei. Porque será que não se adivinhou o potencial de fidelidade à camisola deste fiel de armazém? Ele até bateu a algumas portas, mas somos assim, teve que ir fora de Portugal, para o valorizarmos cá dentro. Somos assim, e pronto.
Porque dá trabalho atentar ao que é novo, e porque não se faz parte do sistema, o tal o tal sistema que fabrica vencedores.
Um conjunto de antropólogos descobriu uma povoação indígena não poluída pela civilização, virgens de evoluções, ou regressões! Purinhos. Na amazónia.
E que tal ir até lá e recomeçar do zero. Fieis a nós, fieis às vitórias que nos adoçam a boca. Tal qual o fiel de armazém que correu mais rápido que todo o Portugal?
Tenho dito.
Apareçam
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josé moreira
domingo, agosto 23, 2009
A que convém a pobreza?
Ora viva....Obrigado pelos comentários...e a quem passa!
Estive de férias num país Africano. Perto da essência da humanidade. Não é uma escolha fácil, férias de descanso aliadas à confrontação com uma realidade totalmente diferente daquela que tropeçamos diariamente. A esta diferença chamo necessidade do básico, e não do excesso.
Porque será pobre um povo que vive num país que tropeça na fruta, onde o petróleo bruta, o café e o cacau saltitam dos campos, e as praias abraçam-te em ntureza pura!
A quem não interessará o desenvolvimento e a sustentabilidade destes países? A quem será conveniente esta pobreza? A pobreza de não ter o essencial...vocês percebem!
Apesar desta falta, foi bom encontar o sorriso nos rostos, a gratidão pela pequena oferta, a educação do pedido. Pedir nunca foi tão fácil e dar nunca foi tão gratificante.
E o que é poderei fazer para contrariar estes factos?
Bom restinho de verão, deixo-vos algumas fotos da serenidade dos olhares e dos sorrisos fáceis!
Abraços
segunda-feira, agosto 03, 2009
CUBO DE AÇUCAR
ORA VIVA
MUITO OBRIGADO PELOS MIMOS...NÃO ERA O PROPÓSITO... TAMBÉM ACREDITO TER ALGUMA CULPA NA QUESTÃO, A DISPOSIÇÃO PARA RECEBER DETERMINADO TIPO DE COMENTÁRIOS VAI VARIANDO....
AVANCEMOS...
HOJE O CUBO DE AÇUCAR FAZ 60 ANOS! QUE MARAVILHA DE INVENÇÃO....A ELEGANCIA DA GEOMETRIA MAIS DOCE DO PLANETA A DERRETER-SE NO LÍQUIDO QUE NOS HUMEDECE A ALMA...O PLANETA É FEITO DE COISAS SIMPLES...
POR FALAR DE COISAS DOCES...ENTRO DE FÉRIAS...LONGE DE TUDO E PERTO DE MIM....QUANDO REGRESSAR CONTO COMO VENHO, ESPERO CONTAR COISAS DOCES!!
UM ABRAÇO FORTE A TODOS E APROVEITEM SEMPRE O MELHOR DA VIDA, PARA COISAS AZEDAS JÁ BASTA O CAFÉ AMARGO :)
MUITO OBRIGADO PELOS MIMOS...NÃO ERA O PROPÓSITO... TAMBÉM ACREDITO TER ALGUMA CULPA NA QUESTÃO, A DISPOSIÇÃO PARA RECEBER DETERMINADO TIPO DE COMENTÁRIOS VAI VARIANDO....
AVANCEMOS...
HOJE O CUBO DE AÇUCAR FAZ 60 ANOS! QUE MARAVILHA DE INVENÇÃO....A ELEGANCIA DA GEOMETRIA MAIS DOCE DO PLANETA A DERRETER-SE NO LÍQUIDO QUE NOS HUMEDECE A ALMA...O PLANETA É FEITO DE COISAS SIMPLES...
POR FALAR DE COISAS DOCES...ENTRO DE FÉRIAS...LONGE DE TUDO E PERTO DE MIM....QUANDO REGRESSAR CONTO COMO VENHO, ESPERO CONTAR COISAS DOCES!!
UM ABRAÇO FORTE A TODOS E APROVEITEM SEMPRE O MELHOR DA VIDA, PARA COISAS AZEDAS JÁ BASTA O CAFÉ AMARGO :)
domingo, julho 19, 2009
sou antipático
Ora Viva
Obrigado pelas mensagens....e visitas anónimas.
Há quem me chame figura pública. Eu sinto-me mais uma pessoa que tem um trabalho de exposição pública. A par destas considerações, há quem me ache um verdadeiro antipático. Eu até concordo.
Há dias, comprava eu as minhas maças vermelhas, e uma senhora, indignadíssima, veio ter comigo e disse: você é bem mais sipático na TV, aqui nem se ri; ao que eu respondo: mas quer que me ria para as maçãs?
Entrei num café, sentei-me virado para a mesa, posição normal de quem toma café, e uma delicada senhora, de cabelo muito amarelo e pintada em tons de festa que vai começar, diz-me: então na TV é tão sipático e aqui senta-se de costas pá gente? Ao que eu respondo, mas é assim que as cadeiras estão colocadas, mas eu viro-me para si, e voltei a cadeira para o centro do café, de costas para o meu tão desejado simbalino.
Na rua. Dirige-se a mim, uma senhora, das que dizem ter o coração na boca, você é mais simpático na TV, ri-se mais, mas também pagam-lhe para isso. Ao que respondo, mas quer que ande na rua a cumprimentar toda a gente, de braços abertos e a acenar feito papa?
Bom. Primeiro, tenho que deixar de responder. Segundo. Já temos juízes nos tribunais, todos os outros, nós os outros, somos simples cidadãos cuja primeira função não deve ser julgar! Terceiro. Sim, sou antipático para pessoas rudes e sem delicadeza, para pessoas que julgam que quem faz TV é de toda a gente e como tal tem o direito de nos mandar à cara voce é isto e aquilo, assim e assado.
Sou um homem, reservado, sim sou. Sou um tipo discreto, sim sou. Faço TV, sim, mas não sou do mundo, e muito menos gosto de dar nas vistas. Por isso, difícilmente me vão ver a rir para as maçãs, ou a gritar BOM DIA no meio da rua ou do café.
Posto isto! Para quem me conhece, até sabe que sou um tipo simpático!
Os melhores abraços para todos, simpáticos e antipáticos!
Hélder
Obrigado pelas mensagens....e visitas anónimas.
Há quem me chame figura pública. Eu sinto-me mais uma pessoa que tem um trabalho de exposição pública. A par destas considerações, há quem me ache um verdadeiro antipático. Eu até concordo.
Há dias, comprava eu as minhas maças vermelhas, e uma senhora, indignadíssima, veio ter comigo e disse: você é bem mais sipático na TV, aqui nem se ri; ao que eu respondo: mas quer que me ria para as maçãs?
Entrei num café, sentei-me virado para a mesa, posição normal de quem toma café, e uma delicada senhora, de cabelo muito amarelo e pintada em tons de festa que vai começar, diz-me: então na TV é tão sipático e aqui senta-se de costas pá gente? Ao que eu respondo, mas é assim que as cadeiras estão colocadas, mas eu viro-me para si, e voltei a cadeira para o centro do café, de costas para o meu tão desejado simbalino.
Na rua. Dirige-se a mim, uma senhora, das que dizem ter o coração na boca, você é mais simpático na TV, ri-se mais, mas também pagam-lhe para isso. Ao que respondo, mas quer que ande na rua a cumprimentar toda a gente, de braços abertos e a acenar feito papa?
Bom. Primeiro, tenho que deixar de responder. Segundo. Já temos juízes nos tribunais, todos os outros, nós os outros, somos simples cidadãos cuja primeira função não deve ser julgar! Terceiro. Sim, sou antipático para pessoas rudes e sem delicadeza, para pessoas que julgam que quem faz TV é de toda a gente e como tal tem o direito de nos mandar à cara voce é isto e aquilo, assim e assado.
Sou um homem, reservado, sim sou. Sou um tipo discreto, sim sou. Faço TV, sim, mas não sou do mundo, e muito menos gosto de dar nas vistas. Por isso, difícilmente me vão ver a rir para as maçãs, ou a gritar BOM DIA no meio da rua ou do café.
Posto isto! Para quem me conhece, até sabe que sou um tipo simpático!
Os melhores abraços para todos, simpáticos e antipáticos!
Hélder
sábado, julho 11, 2009
Luxemburgo
Ora Viva
Estou em reportagem no Luxemburgo. País onde 100 mil Portugueses procuram a vida que se sonha em miúdo!
Viver e trabalhar fora do país natal, é um exercício de vida que põe à prova a personalidade de que aceita esta aventura. Aqui tenho encontrado os valentes lutadores por dias melhores, alguns fugidos da repressão de um Portugal ainda sem cravos!!
Aqui encontrei quem faz da sua vida o associativismo a fim de promover a integração de quem chega, e não o faz porque não tem mais nada para fazer, mas porque quer dar como um dia lhe deram: a mão.
Descrever o que aqui se faz pelos outros e para que a saudade, que aqui ganha definição, esmoreça, tornaria este texto mega, pelo que me fico por esta dedicatória.
Bem haja a quem cuida.
Abraços
Hélder
Estou em reportagem no Luxemburgo. País onde 100 mil Portugueses procuram a vida que se sonha em miúdo!
Viver e trabalhar fora do país natal, é um exercício de vida que põe à prova a personalidade de que aceita esta aventura. Aqui tenho encontrado os valentes lutadores por dias melhores, alguns fugidos da repressão de um Portugal ainda sem cravos!!
Aqui encontrei quem faz da sua vida o associativismo a fim de promover a integração de quem chega, e não o faz porque não tem mais nada para fazer, mas porque quer dar como um dia lhe deram: a mão.
Descrever o que aqui se faz pelos outros e para que a saudade, que aqui ganha definição, esmoreça, tornaria este texto mega, pelo que me fico por esta dedicatória.
Bem haja a quem cuida.
Abraços
Hélder
quinta-feira, junho 25, 2009
Boccia, europa
Realiza-se de 27 de Junho a 2 de Julho, no pavilhão Municipal da Póvoa de Varzim, o campeonato Europeu de Boccia.
Sabia? Acredito que não. Fala-se pouco deste evento. Mas todos sabem por quanto Ronaldo muda de clube. O problema não é só nosso. É um problema de estrutura.
Quer números? Portugal é um dos países mais fortes do mundo nesta modalidade. Foram os jogadores de Boccia que mais medalhas olímpicas deram a Portugal. Um treinador de Boccia além de treinar o seu atleta, dá-lhe banho, veste-o e alimenta-o.
Hoje entrevistei a selecciondora nacional, Helena Bastos, que me disse: esta é a minha felicidade!
E eu agradeço. Eu e Portugal. Força.
Sabia? Acredito que não. Fala-se pouco deste evento. Mas todos sabem por quanto Ronaldo muda de clube. O problema não é só nosso. É um problema de estrutura.
Quer números? Portugal é um dos países mais fortes do mundo nesta modalidade. Foram os jogadores de Boccia que mais medalhas olímpicas deram a Portugal. Um treinador de Boccia além de treinar o seu atleta, dá-lhe banho, veste-o e alimenta-o.
Hoje entrevistei a selecciondora nacional, Helena Bastos, que me disse: esta é a minha felicidade!
E eu agradeço. Eu e Portugal. Força.
É política
Ora viva
Obrigado pelos olhares por aqui...
Tenho lido uns artigos sobre a nossa política, e visto umas entrevistas dos nossos políticos. Será, certamente, insuficiência minha, mas tenho dificuldade em distinguir as linhas de pensamento de cada partido.
O que me parece, é que face à dificuldade em criar políticas sólidas e distintas umas das outras, os partidos têm como grande filosofia de orientação partidária o ataque circense entre partidos. Espreme-se a questão e todos dizem o mesmo, muda-se o fato, mas o corpo é igual!!
Abraços
Obrigado pelos olhares por aqui...
Tenho lido uns artigos sobre a nossa política, e visto umas entrevistas dos nossos políticos. Será, certamente, insuficiência minha, mas tenho dificuldade em distinguir as linhas de pensamento de cada partido.
O que me parece, é que face à dificuldade em criar políticas sólidas e distintas umas das outras, os partidos têm como grande filosofia de orientação partidária o ataque circense entre partidos. Espreme-se a questão e todos dizem o mesmo, muda-se o fato, mas o corpo é igual!!
Abraços
sexta-feira, junho 05, 2009
adopção e eleição
Ora viva
Obrigado a quem vai passando e deixando marcas!!!
Estou de férias. O que significa tempo para quase tudo...Até para pensar com mais tranquilidade! Há dois assuntos que andam embrulhados nas minhas ideias. A adopção e as eleições.
Sinto que são dois teatros, onde os actores têm vindo a mudar constantemente. Contorna-se a lei, servem-se as vontades próprias e esqucem-se as vontades dos outros, elegem-se objectivos camuflados de humanismo e escondem-se desejos secretos. E fala-se, fala-se muito...e diz-se muito pouco.
Enfim
Até já!
Obrigado a quem vai passando e deixando marcas!!!
Estou de férias. O que significa tempo para quase tudo...Até para pensar com mais tranquilidade! Há dois assuntos que andam embrulhados nas minhas ideias. A adopção e as eleições.
Sinto que são dois teatros, onde os actores têm vindo a mudar constantemente. Contorna-se a lei, servem-se as vontades próprias e esqucem-se as vontades dos outros, elegem-se objectivos camuflados de humanismo e escondem-se desejos secretos. E fala-se, fala-se muito...e diz-se muito pouco.
Enfim
Até já!
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