segunda-feira, dezembro 03, 2018

COMIDA DA ALMA, COMIDA DO CORPO

                                                                                                                   HR



Eu gosto de comer, e o melhor lugar onde como é em casa, na minha casa. Sem falsa modéstia, e convicto de que não sei cozinhar o suficiente. Mas, na verdade, a melhor refeição que posso ter, não exige grande cozedura. Um bom queijo, ervas frescas, um pão de trás os montes, Mafra ou Alentejo. Azeitonas bem curtidas, um vinho (de qualquer lugar nosso ou do mundo), umas ameijoas à bolhão pato (ricas em coentros e alho), azeite para molhar o pão (prefiro o de trás os montes), uma alheira, tomate fresco e rúcula (só com sal, limão e azeite) e um mel de rosmaninho para equilibrar sabores.

Mas a melhor receita que posso dar, é a de chegar a casa. Tirar os sapatos, sentir o chão que é meu, receber um abraço, abrir as janelas e deixar-me respirar; acender velas e as luzes mornas de cada espaço, e depois, estou pronto para o jantar. Deixar que os sabores tomem conta da boca e o pensamento sentir-se livre na liberdade que só encontro em casa. Na minha casa. O meu pai dizia-me sempre, boa festa faz quem em sua casa está em paz. E não há paz maior do que a que encontro na casa que fiz, que me faz e com quem a faço.

Até já.

HR