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terça-feira, fevereiro 10, 2015

O frio

Ora viva

Podia custar menos, mas custa muito, passar frio! Podia não me saber tão bem, mas sabe-me a vida, músculos, palpitações. Sou fascinado por dias de Inverno, frios, cheios de sol, com árvores despidas e gente agasalhada na rua. Sabe-me melhor a bebida quente, as camadas de roupa, a luz abrigada, a forma das coisas, a mesa. O frio chama-me ao centro de mim, concentra-me. É assim, nem mais nem menos. 

Por norma levanto-me cedo. Como repórter tenho uma vida exposta ao frio, chuva, calor, desconforto, conforto, tudo num mesmo dia. Custa, muitas vezes, mas gosto, quase sempre.
A par de tudo isto há o olhar a natureza e saber que ela está abrigada dentro de si mesma, a preparar-se para sair, mostrar a sua beleza numa primavera que se quer sempre morna e com os dias a crescer.


Por tudo isto, o inverno sabe-me bem. Leva-me para o melhor de mim, o melhor de tudo o que ciclicamente vai nascer. E recomeçar pode ser tudo o que é esperança.

Bons dias de inverno

até já.

HR

domingo, novembro 21, 2010

CHUVA




Ora Viva


Se para uns a chuva é romance, lareira e vinho, para outros significa uma solidão molhada, onde a luz custa entrar.

Quando chove o cenário muda e ponto. Molhamo-nos ao sair do carro, ensopamo-nos para chegar ao trabalho, apanhamos o dobro do transito e para finalizar: o pingo no nariz.

Como é que a chuva pode ser um bom lugar para se comer um bocado de felicidade? Tudo custa, até passear o cão. Tenho amigos apaixonados por este milagre húmido das nuvens...mas é difícil perceber.

Pessoalmente prefiro o sol, até pode ser frio, mas que seja luminoso. Não troco um dia frio de Inverno, com sol, luz meiga, casaco quente, luvas, um café na baixa, um gorro, um dia onde todos os cenários de chuva têm ângulos quase diferentes... mais claros, limpos e iluminados.

Até amanhã