Ora Viva
Gosto do Jorge Palma. Muito. Mas ainda mais quando ouço...Portugal Portugal de que és que estás à espera?
Já não gosto tanto de esperar como gosto do Jorge Palma. Eu sei o que dizem as vozes de quem tem a sabedoria do tempo: esperar é uma virtude...pois é, deve ser, mas prefiro arriscar, levantar-me, ir, fazer enquanto espero e quando chegar está feito...e isto serve para tudo.
Ter um país à espera, é o que às vezes sinto de Portugal. Conquistamos mundo, descobrimos, ensinamos, fomos pioneiros e somos marinheiros e inventores, pastores e cientistas, mineiros e cantores, doutos e agricultores, arquitetos, atores, cineatas, diretores, construtores, professores, atletas, médicos e pescadores. Em tantas destas artes e ofícios somos referência...e estamos à espera, ou parece que estamos, de quê, de quem?
Eu estou cansado de esperar. O que isto significa? Pois terão de esperar para ver...ironia do texto!
abraços e beijos
Hélder Reis
Um sítio onde se encontram palavras que encontraram outros sítios, pessoas e histórias.
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segunda-feira, agosto 27, 2012
terça-feira, setembro 20, 2011
Espero por ti
Ora Viva
OBRIGADO. Sabe bem ler quem passa e fica.
Deixei-te chegar. Não tinha outro remédio. Até o jardim já esperava por ti. As nuvens pareciam reunir-se para determinar o teu tempo. Tempo. O tempo que faz, o tempo que se tem, o novo tempo que chega. Eu não te chamei. Tu não precisas que te chame, eu sei. Não és um filho que se chama para a mesa. És o OUTONO. Não és triste. És o preparativo do banquete do Inverno. Chuva, cobertores, conversas à lareira, ou enrolados na manta velha, compotas e neve, folhas secas e chá quente com fumo de espero por ti.
E recomeçar. Recomeça-se sempre qualquer coisa no início de cada estação. Ou acaba-se. Há uma regra que diz que o fim de qualquer coisa é o pincípio de outra? Acho que sim...acho que não me apetece saber. Acaba o Verão, começa o Outono. Vem o Inverno. Regresso ao tudo que a minha vida tinha antes de Junho, ou Julho, ou antes da Primavera.
Aqui estou. Não pronto para ti, mas à espera que chegues. Mesmo sem te chamar. Anuncias-te e recebo-te, um pouco amuado. Apetecia-me esperar mais um pouco por ti. Entre uma e outra folha caduca do velho plátano da minha rua.
Até já.
Hélder
OBRIGADO. Sabe bem ler quem passa e fica.
Deixei-te chegar. Não tinha outro remédio. Até o jardim já esperava por ti. As nuvens pareciam reunir-se para determinar o teu tempo. Tempo. O tempo que faz, o tempo que se tem, o novo tempo que chega. Eu não te chamei. Tu não precisas que te chame, eu sei. Não és um filho que se chama para a mesa. És o OUTONO. Não és triste. És o preparativo do banquete do Inverno. Chuva, cobertores, conversas à lareira, ou enrolados na manta velha, compotas e neve, folhas secas e chá quente com fumo de espero por ti.
E recomeçar. Recomeça-se sempre qualquer coisa no início de cada estação. Ou acaba-se. Há uma regra que diz que o fim de qualquer coisa é o pincípio de outra? Acho que sim...acho que não me apetece saber. Acaba o Verão, começa o Outono. Vem o Inverno. Regresso ao tudo que a minha vida tinha antes de Junho, ou Julho, ou antes da Primavera.
Aqui estou. Não pronto para ti, mas à espera que chegues. Mesmo sem te chamar. Anuncias-te e recebo-te, um pouco amuado. Apetecia-me esperar mais um pouco por ti. Entre uma e outra folha caduca do velho plátano da minha rua.
Até já.
Hélder
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