Espero por ti
Ora Viva
OBRIGADO. Sabe bem ler quem passa e fica.
Deixei-te chegar. Não tinha outro remédio. Até o jardim já esperava por ti. As nuvens pareciam reunir-se para determinar o teu tempo. Tempo. O tempo que faz, o tempo que se tem, o novo tempo que chega. Eu não te chamei. Tu não precisas que te chame, eu sei. Não és um filho que se chama para a mesa. És o OUTONO. Não és triste. És o preparativo do banquete do Inverno. Chuva, cobertores, conversas à lareira, ou enrolados na manta velha, compotas e neve, folhas secas e chá quente com fumo de espero por ti.
E recomeçar. Recomeça-se sempre qualquer coisa no início de cada estação. Ou acaba-se. Há uma regra que diz que o fim de qualquer coisa é o pincípio de outra? Acho que sim...acho que não me apetece saber. Acaba o Verão, começa o Outono. Vem o Inverno. Regresso ao tudo que a minha vida tinha antes de Junho, ou Julho, ou antes da Primavera.
Aqui estou. Não pronto para ti, mas à espera que chegues. Mesmo sem te chamar. Anuncias-te e recebo-te, um pouco amuado. Apetecia-me esperar mais um pouco por ti. Entre uma e outra folha caduca do velho plátano da minha rua.
Até já.
Hélder
OBRIGADO. Sabe bem ler quem passa e fica.
Deixei-te chegar. Não tinha outro remédio. Até o jardim já esperava por ti. As nuvens pareciam reunir-se para determinar o teu tempo. Tempo. O tempo que faz, o tempo que se tem, o novo tempo que chega. Eu não te chamei. Tu não precisas que te chame, eu sei. Não és um filho que se chama para a mesa. És o OUTONO. Não és triste. És o preparativo do banquete do Inverno. Chuva, cobertores, conversas à lareira, ou enrolados na manta velha, compotas e neve, folhas secas e chá quente com fumo de espero por ti.
E recomeçar. Recomeça-se sempre qualquer coisa no início de cada estação. Ou acaba-se. Há uma regra que diz que o fim de qualquer coisa é o pincípio de outra? Acho que sim...acho que não me apetece saber. Acaba o Verão, começa o Outono. Vem o Inverno. Regresso ao tudo que a minha vida tinha antes de Junho, ou Julho, ou antes da Primavera.
Aqui estou. Não pronto para ti, mas à espera que chegues. Mesmo sem te chamar. Anuncias-te e recebo-te, um pouco amuado. Apetecia-me esperar mais um pouco por ti. Entre uma e outra folha caduca do velho plátano da minha rua.
Até já.
Hélder


Grata pelas boas leituras.
Sentada na relva, atenta ao movimento da criança aventureira relembro as palavras lidas há pouco no teu blogue. Sobre elas reflito e defino o Outono assim:
Folhas caducas desarrumadas sobre a relva fazem delirar o seu sorriso inocente. A alegria que brota dos seus lábios é aquecida pelos já fracos raios de sol que ao fundo num céu arrefecido refletem os tons quentes dos saudosos dias de verão. A brisa fresca, sujeita as folhas, a uma dança desordenada. Desgovernadas nos seus movimentos arrastam consigo a criança que sobre elas caí. Estendo a minha mão, e num quente e confortante abraço volta a erguer-se. Composto, grita em tom doce e desconcertante: O Outono chegou!
Bons fins de tardes.
Escrito por
Té |
Quarta-feira, Setembro 21, 2011 11:02:00 PM
Inverno...outono o remédio é esperar amigo...:))))
Escrito por
Anónimo |
Quarta-feira, Setembro 28, 2011 6:45:00 PM
Apenas para desejar um bom dia.
E quem disse que o outono chegou!
Pela janela do meu quarto
envolto na timidez do amanhecer
entra um pequeno raio de Sol
que em jeito atrevido
num sussuro despido
toma o meu sorriso
quando ao meu ouvido diz:
- bom dia,
aqui estou eu só para ti.
Um bom dia cheio de Sol.
Bom trabalho.
Escrito por
Té |
Quinta-feira, Setembro 29, 2011 11:08:00 AM