domingo, junho 28, 2026

PROPÓSITO OU DESPROPÓSITO

 


Não sei desse lado, mas deste lado o meu propósito tem sofrido umas mutações. Continuo a entender ser um dever deixar o mundo melhor, seja de que forma for, nisso não mexi. Mas, a dada altura, senti que estava a misturar propósito com ambição e isto é um despropósito. 

Na minha forma de ver, os dias e as horas servem para crescermos, e isso não implica dinheiro, carreira, carro, casa, viagens. Isso implica estar bem com a vida, usufruir de tudo, nem que seja de estar quieto, quase improdutivo, mas a serenar a alma, e para isso não há preço. Tudo o resto pode vir, ou até não, mas se não tiver a base bem sólida...sinto que não servirá de muito. 

Há 4 anos não pensava assim, não sentia assim, não precisava da vida assim.


até já

Hélder

domingo, maio 03, 2026

A CURTO PRAZO...a longo prazo

 


A curto prazo o que eu quero é ter a capacidade de vibrar com o momento, viver, viver, viver, viver. Não é fácil, há muita poluição emocional a impedir este livre acesso à vida no momento, mas pode ser possível. É o meu propósito diário. Há dias vi um filme cujo nome me apaixonou, DIAS PERFEITOS, o filme foi desapontante, mas o nome do filme, esse foi marcante. O que é um dia perfeito... quem faz parte desta perfeição? Será sempre mais o ser que o ter? Ou isto é conversa...?

Bom, o meu segundo propósito é a longo prazo, viver com tempo e saúde, pode ser com menos, dinheiro, gente, mas o tempo e a saúde são os meus votos de vida para o futuro. Se a minha vida fosse um limão, era este o sumo que eu queria, tempo e saúde.


Abraço

quarta-feira, março 04, 2026

VALIDAÇÃO



O que sentem sobre  a validação? Quem vos valida? As escolhas, as conquistas e derrotas, as ideias, os progressos e retrocessos? Quem sentem que é o vosso validador? São vocês mesmos? A vossa cara metade, os amigos mais críticos? O patrão? Os colegas de trabalho? Os vizinhos? O grupo de amigos de infância? Há tantas vidas na nossa vida... não é? 

Por outro lado, temos necessidade de validação? Porquê? Insegurança? Necessidade de impressionar? Carência das palmadinhas nas costas? Ou somos só fracos de certezas? Será a validação uma fraqueza? Uma honestidade sincera?

Validação. Para que te quero?


Abraço. Sejam únicos, autênticos e fieis a vós mesmos.


Hélder

terça-feira, fevereiro 03, 2026

INVERNO

 


O que nos dá o inverno? Não tem sido meigo. Mas, pensando numa normalidade de dias frios e chuvosos, o que recebemos deste pousio? Menos saídas, mais roupa, uma preguiça geral... Não acho mal, é o ritmo da natureza. Olhe para as árvores? Olhe para si. Estão como que hibernadas, em reserva de energias, a prepararem-se para os dias quentes. Pessoalmente, não tenho problemas com esta espécie de quietude a que o inverno obriga. Ando mais calmo. Demoro-me nas decisões e gestos. A vida também pede reflexões. É urgente parar, fazer da casa a concha, fazer da vida uma pausa. Por vezes é bom. Por outro lado, a sociedade quase que nos diz que é um disparate perder tempo em casa, sossegados de gente... O silêncio é fértil, acreditem. Enrolar-se numa manta e parar, não tem mal nenhum, desde que não faça disso os dias todos, o tempo todo. No inverno arrumo gavetas, uma de quando em vez, mudo algumas peças de decoração da casa, escrevo, leio, vejo séries, olho pela janela a luz que os dias dão, trabalho na gestão compatível com o clima. Há dias em que tudo isto se mistura com tristeza, dou um tempo e saio desse lugar, inverno não é tristeza, é sossego da solenidade que a vida é. Não tenha medo de fazer menos no inverno, nos dias sem sol. Resguarde-se. O mundo suga-nos muita vida. Precisamos do inverno para renascer.

domingo, janeiro 04, 2026

AS FESTAS

 Sou um aficionado do Natal. A verdade é que o mês de dezembro é sempre de tanto trabalho, que não tenho quase tempo para viver a serenidade que a época pede. Mas faço a minha árvore, o meu presépio, raiz da minha mãe, e muitas decorações de Natal. Vivo com intensidade e sou apaixonado por luzes de Natal, de cor única, sem confusões. Depois passa a época, chegados os reis, a fazer justiça ao nome de família. Não vos seu explicar a tristeza do fim das festas... arrumar o presépio, desnudar a árvore, sempre natural... é como esvaziar o coração do luzes e bolinhas que me alegravam os dias. Depois passa-me, mas nestes dias, é um aperto. Quando era pequeno, participava, com a minha mãe, de tudo o que era preparação, mas recusava-me a arrumar o Natal numa caixa, ainda hoje sou assim, peço sempre que alguém me guarde o Natal. É parvo, eu sei, mas custa-me. Deixo umas luzes brancas no exterior todo o ano, luz é sempre luz. E pronto, acabam as festas, ficam os votos e os dias que se seguem, a vida tem tanta festa, mas já estou em contagem decrescente para o próximo Natal... :)

Tenham um bom ano, que seja de saúde

Hélder