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sexta-feira, março 06, 2015

perder e vencer

Ora viva

Perder pode ser uma incrível forma de vencer. Tenho várias derrotas na minha vida, algumas ainda não engoli bem. Grande parte delas deram-me vitórias nos dias de hoje. É assim comigo, é assim com o mundo inteiro. Dar a volta. Fazer do velho novo. Reconverter. Recomeçar. São verbos que gosto. Perder alicia a nossa paciência, a nossa resistência, fortalece o sopro da nossa vontade. Perder é tramado, dá a volta à tripa da nossa existência. 

Eu nunca daria tanto valor às minhas vitórias se não tivesse as minhas derrotas, as minhas quase tragédias. Mas não é tudo estrada à frente. Perder pode ser uma pedra no sapato e na mente. Perder esgota, gasta e consome. Perder derrete-nos por dentro. O bom é agarrar na lama dessas derrotas e dar músculo à vida, limpar a cabeça, limpar a casa da alma, perdoar e avançar. Não há outra, nem melhor, forma de vencer.

abraço

quarta-feira, outubro 08, 2014

perder

ora viva

Saber perder exige tanta humildade como saber ganhar. Quando perdemos há sempre uma revolta, um certo desejo de vingança, uma vontade de desistir. Tudo na escala da perda que sofremos, claro. Mas que há sempre um frio de indignação, isso há. Pois bem, eu tenho perdido, como todos vocês. E com o tempo que o tempo me tem dado, tenho-me apercebido da necessidade de humildade para receber a derrota. Não é resignação, é humildade. Quando perco, olho para o que perco e pergunto: e agora? O que vou fazer contigo? Antes disso, vasculho dentro de mim os motivos, as culpas, as soluções. 

Este é o esqueleto de como lido com a perda. Nem sempre chego às respostas, e eu que tanto gosto de boas respostas. Mas, até à data, tenho resolvido quase todas as minhas perdas. Nem sempre fáceis. Nunca públicas. Coisas minhas, de mim para mim e depois de mim para o mundo. No fim de contas fica a humildade, a minha humildade sai sempre mais forte depois de cada derrota.

abraço

terça-feira, julho 19, 2011

PERDER

Ora Viva

Como é a vossa capacidade de perder?! Deixar ir? Abrir mãos, braços, carne e peito?

Olho para a vida, por cima das nuvens. Procuro as raízes das árvores no céu e as copas verdes plantadas no chão. Inverto tudo para evitar deixar partir. Perder.

Perder nunca será ganhar. De que me vale a experiência que fica, a experiência da dor, o tempo que sara, a maturidade que se adivinha. A verdade é que perdi, vou perder, poderei perder. E agora o que fica? Como fico? Será que há lugares que se voltam a ocupar?

Aguardo-vos

Hélder