ORA VIVA
Olhar. Gosto particularmente. Parar num café e olhar parado. Eu sei...perturba. Também não gosto que me olhem, pausadamente. Não o faço para invadir, faço-o para imaginar a intensidade das coisas que vivo mas na cabeça dos outros. Tomar café. Gosto da chávena fria e do café não muito quente. Bebê-lo de manhã cedo, desperta-me, enquanto tomo o café penso no dia que vou ter e quantos precisarei de tomar para que o dia tenha o ritmo a que o café me chama. E a mulher que está à minha frente e olha para a chávena...pensará no seu dia, no dia de ontem, no tempo de amanhã?
Supermercado. O que levam e porque levam aquelas coisas, e não outras? Quando era miúdo adorava arrumar as compras com a minha mãe; o arroz no sítio do arroz, as bolachas na segunda prateleira, a farinha, os sumos para um dia de festa. E os outros? Quem arruma? onde? Sozinhos ou brincam com os filhos aos supermercados, como eu fazia em miúdo?!
Banalidades. Pensar naquilo que outros pensariam, se fossem os outros a fazer aquilo que faço das coisas simples...o que fariam os outros? Porque é aos outros que pertence o direito de fazer o que fazem como querem fazer, com a ritualidade que devem fazer. E eu vou-me permitindo invadir, sem beliscar, o mundo das coisas simples feitas por gente que gosto de adivinhar as histórias que têm.
Enfim....
Até amanhã!
Hélder
Um sítio onde se encontram palavras que encontraram outros sítios, pessoas e histórias.
quarta-feira, julho 04, 2012
domingo, maio 13, 2012
A CASA
Ora viva
Lembras-te da casa onde nasceste e te fizeste..e desfizeste daquilo que não querias ser? Lembras-te das tardes de sol, dos lanches apressados porque a vida era uma brincadeira de levar a sério? O jardim bem arrumado, as escadas quentes do sol...à espera de ti para as desceres e subires vezes sem conta. Nem pensavas...para onde me levam as escadas?
E as portas, as janelas, a chaminé, tudo o que nos nossos desenhos ganhavam uma espécie de vida com olhos e boca, e era a nossa casa. E o cheiro!? Da cozinha no Natal? Dos almoços de domingo, melhorados por ser dia solene. E lá permanecia a casa...a ver o tempo passar e nós nem pensávamos que o tempo passava para outra coisa que não fosse a brincadeira que se seguisse, e o tempo passa da luz para as sombras, da morte para a vida, da vida para outra coisa chamada saudade e que tem uma insaciável fome.
E quando cresces e vês esta casa envelhecida, com o tempo a fazer das suas. As coisas lá estão, paradas e pousadas. Carregadas de sombras e de memórias. Malditas e benditas memórias sejam vós! Agora somos nós que vemos a casa, desejosa que o tempo regresse aos almoços de domingo. E tudo vai longe. E o longe não volta. E nunca nos disseram isto enquanto perdíamos horas a brincar com o tempo, o mesmo que um dia nos faria falta à juventude.
E como havemos lidar com esta dor do fim e do perto do fim. Do adeus e do quase adeus. Arranha-nos, não os joelhos das brincadeiras, mas a alma, porque agora somos gente séria de alma dolente e madura, e gente de poucas brincadeiras. Tem de ser. Tem que ser. Tenho de Ser.Eu e a casa. A que fica e a que não volta.
Até breve
Hélder
Lembras-te da casa onde nasceste e te fizeste..e desfizeste daquilo que não querias ser? Lembras-te das tardes de sol, dos lanches apressados porque a vida era uma brincadeira de levar a sério? O jardim bem arrumado, as escadas quentes do sol...à espera de ti para as desceres e subires vezes sem conta. Nem pensavas...para onde me levam as escadas?
E as portas, as janelas, a chaminé, tudo o que nos nossos desenhos ganhavam uma espécie de vida com olhos e boca, e era a nossa casa. E o cheiro!? Da cozinha no Natal? Dos almoços de domingo, melhorados por ser dia solene. E lá permanecia a casa...a ver o tempo passar e nós nem pensávamos que o tempo passava para outra coisa que não fosse a brincadeira que se seguisse, e o tempo passa da luz para as sombras, da morte para a vida, da vida para outra coisa chamada saudade e que tem uma insaciável fome.
E quando cresces e vês esta casa envelhecida, com o tempo a fazer das suas. As coisas lá estão, paradas e pousadas. Carregadas de sombras e de memórias. Malditas e benditas memórias sejam vós! Agora somos nós que vemos a casa, desejosa que o tempo regresse aos almoços de domingo. E tudo vai longe. E o longe não volta. E nunca nos disseram isto enquanto perdíamos horas a brincar com o tempo, o mesmo que um dia nos faria falta à juventude.
E como havemos lidar com esta dor do fim e do perto do fim. Do adeus e do quase adeus. Arranha-nos, não os joelhos das brincadeiras, mas a alma, porque agora somos gente séria de alma dolente e madura, e gente de poucas brincadeiras. Tem de ser. Tem que ser. Tenho de Ser.Eu e a casa. A que fica e a que não volta.
Até breve
Hélder
domingo, abril 15, 2012
A GESTAÇÃO DA CHUVA
Esta é a capa do meu novo livro de poesia. Esta é a capa que guarda o meu corpo despido pelas palavras. É...a poesia despe. Escrevi metade deste livro antes da morte do meu pai, outra metade depois dele morrer. Morte. Vida. Amor. Recomeçar. É a linha deste livro e que ganha força visual pela ilustração do pintor Ruy Silva. Escrevi para me arrumar. Para sossegar a minha alma. Calar o meu luto. Eu não sabia qual era a dor da morte. Já sei. Mas não aprendi. Não quero aprender, e gostava tanto de não ter que repetir esta dor.
Os meus poemas são pequenos. Muito diminutos. São limados e polidos, para terem só o coração das coisas. Nem sempre consigo. Ando no ensaio da vida e no ensaio da escrita. Para quem o ler, espero que goste, já é vosso, não é meu.
Hélder
domingo, março 11, 2012
SAUDADE
Ora Viva
A saudade. Sabemos ser de difícil tradução. E como se traduz a saudade para dentro de nós? Como a explicamos à nossa alma, ao nosso sangue, ao nosso coração, aos nossos sentimentos?
O que é que faço com a saudade? Não a que um dia pode ter uma volta, mas com aquela cujo destinatário não volta mais? Eternamente nunca mais? Há um guia de boas práticas? Um dicionário que a traduza e simplifique o conceito? Um livro de estilo? Qualquer coisa mais simples que a saudade. Essa espécie de outono que nunca mais termina....
Será maldita? Será abençoada porque não alimenta o esquecimento? Será egoísta? Será que sabe que eu a sinto, e não a chamei?!
até amanhã
hélder
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
AMANHÃ
Ora viva
Podias chamar-te um sítio qualquer. Mas chamas-te amanhã. Tens nome de futuro. Tens futuro no nome. Nem sempre é fácil acreditar-te. És feito de sol e chuva, de gente, sorriso e dores, de preguiça e de amor, és de sal e mal, de sol e tal e qual um amigo que nos quer bem. És amanhã. Nem sempre me apetece receber-te, apesar de te desejar, com a sede de um dia de Verão. A vida sabe-me bem, mas nem todos os dias são apetitosos.
Mas gosto de ti. Gosto mais que gostar. Preciso. Tu és um dia limpo. Uma casa arejada. Uma praia luminosa. Uma escada ao sol. Uma mãe a chamar o filho. Um filho a chamar a mãe. Uma música a existir. Tu és o mais perto que existe daquilo que serei.
Obrigado por me esperares.
Até já.
Hélder
terça-feira, janeiro 03, 2012
AINDA ESTÁS AÍ?
AINDA ESTÁS AÍ
À ESPERA QUE NASÇA?
À ESPERA QUE CHEGUE E ME AQUEÇAS
AS PERNAS DE TE PROCURAR?
AINDA ESTÁS AÍ... PARA ALÉM DA PORTA FECHADA
OU DA CASA DE JANELAS SOPRADAS PELO MAR,
E ESPERAS POR MIM PARA AS TUAS CAVALITAS SALTAR
COMO QUEM QUER ENFRENTAR O MUNDO COM UMA ESPADA DE CHOCOLATE?
AINDA ESTÁS AÍ PARA ME EMBALARES NA NOITE
ONDE AS ESTRELAS SE VESTEM SOLENES
E A LUA ME CONVIDA PARA DANÇAR?
AINDA ESTÁS AÍ PARA ME FAZERES NASCER DIARIAMENTE
COMO QUEM CHAMA PELAS FLORES DA PRIMAVERA?
AINDA ESTÁS AÍ COM BRAÇOS ABERTOS QUE NUNCA SE CANSAM
E OLHOS VERDES DE PAI TERRA E CORAÇÃO DE ÁRVORE?
AINDA ESTARÁS AÍ?
ao meu pai Eduardo
quinta-feira, dezembro 15, 2011
À deriva
Ora Viva
Andar à deriva....é... às vezes andamos entre a chuva e o vento, as passadeiras cheias de gente e os museus vazios...andamos entre cafés e corredores, livros deixados a meio e roupa que não gostamos. Sítios que não nos apetece e conversas que nos aborrecem. Já lá nos dizia o Variações: estar onde não se está, ir onde não se quer ir.... À deriva...perdidos de nós, afinal de contas somos espaçosos por dentro e por vezes por fora....
O bom da questão é que sabe bem encontrar o norte e renovar sentidos, uma reconversão, eu acredito em 2as, terceiras e quartas oportunidades....acredito na mudança, nos novos caminhos que queremos e ponto.
Ando à deriva....mas vou encontrar a saída por um portão que dê para um jardim virado para o mar.
Até já
Hélder
Andar à deriva....é... às vezes andamos entre a chuva e o vento, as passadeiras cheias de gente e os museus vazios...andamos entre cafés e corredores, livros deixados a meio e roupa que não gostamos. Sítios que não nos apetece e conversas que nos aborrecem. Já lá nos dizia o Variações: estar onde não se está, ir onde não se quer ir.... À deriva...perdidos de nós, afinal de contas somos espaçosos por dentro e por vezes por fora....
O bom da questão é que sabe bem encontrar o norte e renovar sentidos, uma reconversão, eu acredito em 2as, terceiras e quartas oportunidades....acredito na mudança, nos novos caminhos que queremos e ponto.
Ando à deriva....mas vou encontrar a saída por um portão que dê para um jardim virado para o mar.
Até já
Hélder
terça-feira, outubro 25, 2011
FAÇO OU NÃO FAÇO?
Ora Viva
O que vou fazer para lutar contra a ditadura da crise?
É claro que é uma ditadura. Repare, por mais que proteste ninguém o ouve? Por mais que não concorde, ninguém lhe dará razão? E para que conta a sua opinião ou impossibilidades quanto a cortes e recortes no seu salário?
Posto isto o que fazer?
E a quantidade de gente que fala e "refala" do tema com soluções e oposições? E procura-se o culpado? E... "ai Jesus" as pessoas, ou os números? E a "aflição" dos políticos? A oposição a querer fazer boa figura a opor-se.... e o governo a querer sempre o inevitavelmente melhor para Portugal.... e a opor-se à oposição!!!
Gostava de experimentar uma política onde não houvesse ordenados, cargos ou encargos!?! Será que haveria tantos interessados em defender o bem comum? Hmmmmm
E o que faço? Deito-me com a crise, e passo uma boa noite de sono com ela... ou uma boa noite de sexo? Sexo com a crise?Hmmmmmmm é melhor não.
Acho que vou trabalhar...hoje. Amanhã se verá!
Até já.
O que vou fazer para lutar contra a ditadura da crise?
É claro que é uma ditadura. Repare, por mais que proteste ninguém o ouve? Por mais que não concorde, ninguém lhe dará razão? E para que conta a sua opinião ou impossibilidades quanto a cortes e recortes no seu salário?
Posto isto o que fazer?
E a quantidade de gente que fala e "refala" do tema com soluções e oposições? E procura-se o culpado? E... "ai Jesus" as pessoas, ou os números? E a "aflição" dos políticos? A oposição a querer fazer boa figura a opor-se.... e o governo a querer sempre o inevitavelmente melhor para Portugal.... e a opor-se à oposição!!!
Gostava de experimentar uma política onde não houvesse ordenados, cargos ou encargos!?! Será que haveria tantos interessados em defender o bem comum? Hmmmmm
E o que faço? Deito-me com a crise, e passo uma boa noite de sono com ela... ou uma boa noite de sexo? Sexo com a crise?Hmmmmmmm é melhor não.
Acho que vou trabalhar...hoje. Amanhã se verá!
Até já.
terça-feira, setembro 20, 2011
Espero por ti
Ora Viva
OBRIGADO. Sabe bem ler quem passa e fica.
Deixei-te chegar. Não tinha outro remédio. Até o jardim já esperava por ti. As nuvens pareciam reunir-se para determinar o teu tempo. Tempo. O tempo que faz, o tempo que se tem, o novo tempo que chega. Eu não te chamei. Tu não precisas que te chame, eu sei. Não és um filho que se chama para a mesa. És o OUTONO. Não és triste. És o preparativo do banquete do Inverno. Chuva, cobertores, conversas à lareira, ou enrolados na manta velha, compotas e neve, folhas secas e chá quente com fumo de espero por ti.
E recomeçar. Recomeça-se sempre qualquer coisa no início de cada estação. Ou acaba-se. Há uma regra que diz que o fim de qualquer coisa é o pincípio de outra? Acho que sim...acho que não me apetece saber. Acaba o Verão, começa o Outono. Vem o Inverno. Regresso ao tudo que a minha vida tinha antes de Junho, ou Julho, ou antes da Primavera.
Aqui estou. Não pronto para ti, mas à espera que chegues. Mesmo sem te chamar. Anuncias-te e recebo-te, um pouco amuado. Apetecia-me esperar mais um pouco por ti. Entre uma e outra folha caduca do velho plátano da minha rua.
Até já.
Hélder
OBRIGADO. Sabe bem ler quem passa e fica.
Deixei-te chegar. Não tinha outro remédio. Até o jardim já esperava por ti. As nuvens pareciam reunir-se para determinar o teu tempo. Tempo. O tempo que faz, o tempo que se tem, o novo tempo que chega. Eu não te chamei. Tu não precisas que te chame, eu sei. Não és um filho que se chama para a mesa. És o OUTONO. Não és triste. És o preparativo do banquete do Inverno. Chuva, cobertores, conversas à lareira, ou enrolados na manta velha, compotas e neve, folhas secas e chá quente com fumo de espero por ti.
E recomeçar. Recomeça-se sempre qualquer coisa no início de cada estação. Ou acaba-se. Há uma regra que diz que o fim de qualquer coisa é o pincípio de outra? Acho que sim...acho que não me apetece saber. Acaba o Verão, começa o Outono. Vem o Inverno. Regresso ao tudo que a minha vida tinha antes de Junho, ou Julho, ou antes da Primavera.
Aqui estou. Não pronto para ti, mas à espera que chegues. Mesmo sem te chamar. Anuncias-te e recebo-te, um pouco amuado. Apetecia-me esperar mais um pouco por ti. Entre uma e outra folha caduca do velho plátano da minha rua.
Até já.
Hélder
segunda-feira, agosto 29, 2011
O meu bloggue
Ora Viva
Obrigado pleos comentários. Quando criei este blogue, senti necessidade de partilhar histórias, pensamentos, e raras opiniões ( já há quem opine taanto, certo?).
Recebo bastantes visitas e comentários...o que me motiva; modero os comentários e raros são os que não publico, muito raros mesmo!
Um dos comentários...que está publicado, o comentador, que não assina, chama-me de PIDE por moderar os comentários e por castrar uma certa liberdade...
Lamento que não encontrem aqui um local de total liberdade ou libertinagem (coisas diferentes) para escreverem o que vos apetece. Sugiro que procurem outras páginas ou criem os próprios blogues. Nem sempre a democracia funciona bem...
Até já
Hélder
Obrigado pleos comentários. Quando criei este blogue, senti necessidade de partilhar histórias, pensamentos, e raras opiniões ( já há quem opine taanto, certo?).
Recebo bastantes visitas e comentários...o que me motiva; modero os comentários e raros são os que não publico, muito raros mesmo!
Um dos comentários...que está publicado, o comentador, que não assina, chama-me de PIDE por moderar os comentários e por castrar uma certa liberdade...
Lamento que não encontrem aqui um local de total liberdade ou libertinagem (coisas diferentes) para escreverem o que vos apetece. Sugiro que procurem outras páginas ou criem os próprios blogues. Nem sempre a democracia funciona bem...
Até já
Hélder
segunda-feira, agosto 15, 2011
VERÃO
Ora Viva
MUITO obrigado pelos comentário e por quem me pede novas escritas.
O Verão inspira.
Enquanto descia a rua de paralelos antigos, que me lembravam sítios de sorrisos generosos e roupa branca virada para o sol, sentia no rosto a magia da luz. A luz abre-nos a pele às vontades claras do principio.
Na rua havia um aroma a mar, a peixe e a alecrim acabado de regar. Que festa fazem as flores com a água fresca, que festa fazem os homens com novos sonhos desenhados.
O Verão anunciava-se em cada casa branca, com janelas a convidar o sol, com escadas a pedir o descanso de uma tarde solenemente luminosa.
Até breve
hélder
MUITO obrigado pelos comentário e por quem me pede novas escritas.
O Verão inspira.
Enquanto descia a rua de paralelos antigos, que me lembravam sítios de sorrisos generosos e roupa branca virada para o sol, sentia no rosto a magia da luz. A luz abre-nos a pele às vontades claras do principio.
Na rua havia um aroma a mar, a peixe e a alecrim acabado de regar. Que festa fazem as flores com a água fresca, que festa fazem os homens com novos sonhos desenhados.
O Verão anunciava-se em cada casa branca, com janelas a convidar o sol, com escadas a pedir o descanso de uma tarde solenemente luminosa.
Até breve
hélder
terça-feira, julho 19, 2011
PERDER
Ora Viva
Como é a vossa capacidade de perder?! Deixar ir? Abrir mãos, braços, carne e peito?
Olho para a vida, por cima das nuvens. Procuro as raízes das árvores no céu e as copas verdes plantadas no chão. Inverto tudo para evitar deixar partir. Perder.
Perder nunca será ganhar. De que me vale a experiência que fica, a experiência da dor, o tempo que sara, a maturidade que se adivinha. A verdade é que perdi, vou perder, poderei perder. E agora o que fica? Como fico? Será que há lugares que se voltam a ocupar?
Aguardo-vos
Hélder
Como é a vossa capacidade de perder?! Deixar ir? Abrir mãos, braços, carne e peito?
Olho para a vida, por cima das nuvens. Procuro as raízes das árvores no céu e as copas verdes plantadas no chão. Inverto tudo para evitar deixar partir. Perder.
Perder nunca será ganhar. De que me vale a experiência que fica, a experiência da dor, o tempo que sara, a maturidade que se adivinha. A verdade é que perdi, vou perder, poderei perder. E agora o que fica? Como fico? Será que há lugares que se voltam a ocupar?
Aguardo-vos
Hélder
terça-feira, junho 28, 2011
O QUE TE AGARRA À VIDA?
Ora Viva
Diz-me o que te agarra à vida?
Será o amor da tua vida, que acreditas sempre que será amanhã que o verás olhos nos olhos? Ou o amor que já tens em casa de mesa posta e coração aberto para aquecer? Ou o emprego que te esfola a pele e te faz acreditar que um dia serás promovido? Ou melhor...será que tens tudo, mas te sentes vazio por dentro, até fazer eco, e acreditas que será amanhã que descobrirás o que te vai encher o corpo do teu corpo?
Diz-me que ganas te fazem viver? Tive um amigo que dizia que lhe bastava encher os pulmões de ar, no cimo de uma montanha verde. Morreu aos 33 anos, e não sei se alguma vez conseguiu o ar que lhe chegasse.
Será que é a luta pela saúde que já não tens, mas só queres mais um dia para voltares a acreditar que até vais viver?
Serão os sonhos, que até poderão ser malditos se nunca se realizarem?
O que te agarra à vida? Deus ou deus? Será que é o que tem que ser e ponto final.?
Diz-me o que te movimenta o sangue, as entranhas, a saliva, os músculos, a incontrolável alma?
Diz-me o que te move? E quando o que te move já não tem mais energia para te mover? O que te fará mover depois?
Diz-me o que te agarra à vida, ou então o que pode fazer com que a vida se agarre a ti.
Diz-me o que te agarra à vida?
Será o amor da tua vida, que acreditas sempre que será amanhã que o verás olhos nos olhos? Ou o amor que já tens em casa de mesa posta e coração aberto para aquecer? Ou o emprego que te esfola a pele e te faz acreditar que um dia serás promovido? Ou melhor...será que tens tudo, mas te sentes vazio por dentro, até fazer eco, e acreditas que será amanhã que descobrirás o que te vai encher o corpo do teu corpo?
Diz-me que ganas te fazem viver? Tive um amigo que dizia que lhe bastava encher os pulmões de ar, no cimo de uma montanha verde. Morreu aos 33 anos, e não sei se alguma vez conseguiu o ar que lhe chegasse.
Será que é a luta pela saúde que já não tens, mas só queres mais um dia para voltares a acreditar que até vais viver?
Serão os sonhos, que até poderão ser malditos se nunca se realizarem?
O que te agarra à vida? Deus ou deus? Será que é o que tem que ser e ponto final.?
Diz-me o que te movimenta o sangue, as entranhas, a saliva, os músculos, a incontrolável alma?
Diz-me o que te move? E quando o que te move já não tem mais energia para te mover? O que te fará mover depois?
Diz-me o que te agarra à vida, ou então o que pode fazer com que a vida se agarre a ti.
sábado, abril 30, 2011
roubaram o meu telemovel
Hoje roubaram o meu telemovel na feira do alvarinho, melgaço. Sinto-me invadido.
Bolas
Bolas
domingo, abril 03, 2011
Contra os canhões....

Ora Viva
Neste dias apertados que assombram o país, apercebi-me de muito e tanto.
1- Temos muitos treinadores de bancada
2- Temos políticos que acusam e escondem a mão, onde a consciência nacional é sempre o outro que não a tem e não o próprio
3- Quando todos acusam todos, poucos dizem: tenho que trabalhar mais e melhor!
4- Acreditamos pouco em Porugal
Eu acredito que vamos sair desta, mas precisamos de uma consciência colectiva, humilde, empreendedora, mais de obra e menos verbal!
Tenho dito
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
TER COMPANHIA
Ora Viva
Ter companhia. Companhia de quem amamos, de quem vamos amar, de quem nos surpreende. Ter companhia, nas lágrimas e nos sorrisos de fazer doer a barriga de tanto rir!
Companhia nos jantares deliciosos e naqueles que correm menos bem! Companhia nas compras, no café, ou na beira do mar.
Companhia. Viver acompanhado. Cultivar a companhia e deixar-se beber pela maravilha de mesmo sozinho nos podermos sentir acompanhados!
OBRIGADO ÀS COMPANHIAS DA MINHA VIDA!
Ter companhia. Companhia de quem amamos, de quem vamos amar, de quem nos surpreende. Ter companhia, nas lágrimas e nos sorrisos de fazer doer a barriga de tanto rir!
Companhia nos jantares deliciosos e naqueles que correm menos bem! Companhia nas compras, no café, ou na beira do mar.
Companhia. Viver acompanhado. Cultivar a companhia e deixar-se beber pela maravilha de mesmo sozinho nos podermos sentir acompanhados!
OBRIGADO ÀS COMPANHIAS DA MINHA VIDA!
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amigos e outras histórias,
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SOLIDÃO
quinta-feira, janeiro 06, 2011
A ESMOLA DA VELHICE
ORA VIVA
A D. Maria tem mais de 75 anos, cabelos brancos neve, olhos azuis mar, um sorriso encantador, um lenço com flores pequeninas amarrado à cabeça, um avental de chita antiga, e a educação de antigamente.
Apetece ter a D. Maria como avó, sentar-se no quente da lareira e ouvir as histórias de uma vida com HISTÓRIA, onde a humildade do olhar transparece um coração também lavrado pelas agruras da vida.
E ficamos a olhar para o imenso e solene azul dos olhos da D. Maria, uma mulher que deu ao país 75 anos da sua história, sem campanhas, entrevistas, escandalos, roubos, insultos, vernizes, tratados ou outros sérios acontecimentos.
Uma vida serena de quem, possivelmente, trabalhou de sol a sol, na terra de cada dia, e cujo trabalho grande parte de nós acha que não nos deu nada. Será mesmo assim?
A D. Maria do lenço florido pede esmolas no meio da avenida da Boavista, Porto.
Abraços
BOM ANO
A D. Maria tem mais de 75 anos, cabelos brancos neve, olhos azuis mar, um sorriso encantador, um lenço com flores pequeninas amarrado à cabeça, um avental de chita antiga, e a educação de antigamente.
Apetece ter a D. Maria como avó, sentar-se no quente da lareira e ouvir as histórias de uma vida com HISTÓRIA, onde a humildade do olhar transparece um coração também lavrado pelas agruras da vida.
E ficamos a olhar para o imenso e solene azul dos olhos da D. Maria, uma mulher que deu ao país 75 anos da sua história, sem campanhas, entrevistas, escandalos, roubos, insultos, vernizes, tratados ou outros sérios acontecimentos.
Uma vida serena de quem, possivelmente, trabalhou de sol a sol, na terra de cada dia, e cujo trabalho grande parte de nós acha que não nos deu nada. Será mesmo assim?
A D. Maria do lenço florido pede esmolas no meio da avenida da Boavista, Porto.
Abraços
BOM ANO
domingo, novembro 21, 2010
CHUVA


Ora Viva
Se para uns a chuva é romance, lareira e vinho, para outros significa uma solidão molhada, onde a luz custa entrar.
Quando chove o cenário muda e ponto. Molhamo-nos ao sair do carro, ensopamo-nos para chegar ao trabalho, apanhamos o dobro do transito e para finalizar: o pingo no nariz.
Como é que a chuva pode ser um bom lugar para se comer um bocado de felicidade? Tudo custa, até passear o cão. Tenho amigos apaixonados por este milagre húmido das nuvens...mas é difícil perceber.
Pessoalmente prefiro o sol, até pode ser frio, mas que seja luminoso. Não troco um dia frio de Inverno, com sol, luz meiga, casaco quente, luvas, um café na baixa, um gorro, um dia onde todos os cenários de chuva têm ângulos quase diferentes... mais claros, limpos e iluminados.
Até amanhã
Se para uns a chuva é romance, lareira e vinho, para outros significa uma solidão molhada, onde a luz custa entrar.
Quando chove o cenário muda e ponto. Molhamo-nos ao sair do carro, ensopamo-nos para chegar ao trabalho, apanhamos o dobro do transito e para finalizar: o pingo no nariz.
Como é que a chuva pode ser um bom lugar para se comer um bocado de felicidade? Tudo custa, até passear o cão. Tenho amigos apaixonados por este milagre húmido das nuvens...mas é difícil perceber.
Pessoalmente prefiro o sol, até pode ser frio, mas que seja luminoso. Não troco um dia frio de Inverno, com sol, luz meiga, casaco quente, luvas, um café na baixa, um gorro, um dia onde todos os cenários de chuva têm ângulos quase diferentes... mais claros, limpos e iluminados.
Até amanhã
quinta-feira, outubro 21, 2010
Eu e ponto final
...
Contra o que sou me guardo e quando oiço
Falar do que pareço, posso então
Encher o peito de desprezo e riso.
Pois só eu me conheço e só eu posso
Subir até aquela solidão
Onde me incenso, amo e realizo.
Ary dos Santos
Contra o que sou me guardo e quando oiço
Falar do que pareço, posso então
Encher o peito de desprezo e riso.
Pois só eu me conheço e só eu posso
Subir até aquela solidão
Onde me incenso, amo e realizo.
Ary dos Santos
sábado, setembro 25, 2010
A MINHA ESCRITA
Olá...
Ando por aqui, a escrever o que penso, para ser verdadeiro, ando a partilhar-me. Nunca vos aconteceu terem uma necessidade louca de dizerem o que pensam?
Hoje sinto-me cansado, há dias em que levo o mundo à frente, outros há em que sou arrastado pelo mundo.
Amanhã lá estaremos para o nascer de um novo dia....
Abraços
Ando por aqui, a escrever o que penso, para ser verdadeiro, ando a partilhar-me. Nunca vos aconteceu terem uma necessidade louca de dizerem o que pensam?
Hoje sinto-me cansado, há dias em que levo o mundo à frente, outros há em que sou arrastado pelo mundo.
Amanhã lá estaremos para o nascer de um novo dia....
Abraços
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