domingo, janeiro 07, 2007

NINGUÉM QUER CASAR COM A CAROCHINHA?

Para começar, julgo ser importante associar a carochinha à atenção para com as coisas simples da vida.
Há alturas em que me parece que há portugueses com mais olhos que barriga. Pretende-se uma cultura imensa, mas tem-se dificuldade em ensinar a ler. Formam-se médicos e fecham-se maternidades. Abrem-se teatros frescos e renovados e fecham-se as portas aos novos artistas. Faz-se rádio em Português e canta-se em Inglês. Mas estas são outras conversas..Desculpem o delírio…
Todos querem uma grande carocha e ninguém quer casar com a carochinha! Acho óptimo que se faça em grande, mas pense-se em grande, e cumpra-se em grande. É uma dialéctica necessária. Pensar, fazer e continuar. Há coisas simples que ninguém faz; por exemplo, estar mais atento à novidade e à criatividade. E há coisas tão complicadas e azedas que todos parecem saber fazê-las.
Em Lagares, Penafiel, há um grupo amador de teatro, dirigido por um jovem, onde cada aldeão é um actor, e o palco é as ruas da terra. Este grupo é um sucesso visto por milhares, e leva um teatro, que de amador só tem o nome, a tantos olhos e a tantos aplausos. Casou-se com a carochinha e viveu feliz para sempre! Água em azeite?

6 comentários:

Anónimo disse...

olá Helder,somos tuas fãs e estamos plenamente de acordo com que escreveste.És um optimo reporter:)estás muito giro na foto.beijinhos Sara e Cláudia

Gui disse...

Como sabe, talvez melhor do que eu, os grupos amadores de teatro, foram em tempos uma das grandes escolas de actores no nosso país, tal como as bandas filarmónicas foram, e são ainda, excelentes escolas de músicos. Não serão a academia, e não são, mas são a escola básica e secundária, imprescindível para o acesso à universidade. É pena que estejam a desaparecer, quer os grupos de teatro,quer as bandas.Max há ainda resistentes, tal como esse grupo de Lagares. Como antigo actor amador tiro-lhe o chapéu por esta homenagem a um grupo de pessoas que teima em gostar de teatro e em levá-lo a zonas que se não fossem eles, nunca ouviriam, ao vivo, as pancadas de Moliére, nem sentiriam a emoção de ver a cortina a abrir-se e começar o espectáculo. Um abraço Helder.

Arrua disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Arrua disse...

Olá Helder!
Desde já começo por apresentar-me chamo-me Arrúa Valentim sou das Ilhas de S.tomé e Príncipe e resido na Ilha do Príncipe , no entanto gostaria de desejar-te parabens e sucesso na tua carreira como escritor e como apresentador do programa Praça da Alegria,vai aí um grande abraço deste Santomense que ti admira tanto força ya.

Cotovia disse...

Casar com a Carochinha será sempre a opção correcta!
Não por ser uma romântica incorrigível, mas por acreditar no trabalho feito. E que trabalhadora era a Carochinha, lembram-se? Sempre de vassoura na mão, nunca desacreditando que alguém iria querer casar com ela.
Basicamente a história da Carochinha reflecte a essência do dia-a-dia: trabalho, dinheiro e sonho!
Se abdicarmos do dinheiro e seguirmos o sonho com muito trabalho, como ao que parece foi o que fez esse jovem actor, encenador, director de Lagares, será casarmos com a Carochinha? Não sei.
Sei é que, já que estamos em época de falarmos de Maravilhas: o Teatro é uma das 7 maravilhas da vida!
Também eu fiz teatro amador durante vários anos, não sou de uma pequena aldeia, sou até da capital, da capital do país, simplesmente.
Como dizia eu, fiz teatro amador, amador não porque não é profissional, mas sim porque quem por lá anda ama-o muito. E lá andávamos nós, jovens adolescentes apaixonados por essas coisas do teatro, certo é que esse grupo rendeu ao país alguns nomes hoje muito conhecidos.
Não vou afirmar que foi esse grupo que os formou, pois como disse, estávamos na capital e todos eles tiveram oportunidade de seguirem a formação adequada.
Mas vou afirmar, com toda a certeza, que foi ali que alimentaram o seu amor pelo teatro, foi ali que todos nós fomos felizes, que sonhámos em ser um dia bons actores, sermos um dia famosos…
e não é que até alguns de nós o são?!

elsa disse...

Não será um grande português?