Para começar, julgo ser importante associar a carochinha à atenção para com as coisas simples da vida.
Há alturas em que me parece que há portugueses com mais olhos que barriga. Pretende-se uma cultura imensa, mas tem-se dificuldade em ensinar a ler. Formam-se médicos e fecham-se maternidades. Abrem-se teatros frescos e renovados e fecham-se as portas aos novos artistas. Faz-se rádio em Português e canta-se em Inglês. Mas estas são outras conversas..Desculpem o delírio…
Todos querem uma grande carocha e ninguém quer casar com a carochinha! Acho óptimo que se faça em grande, mas pense-se em grande, e cumpra-se em grande. É uma dialéctica necessária. Pensar, fazer e continuar. Há coisas simples que ninguém faz; por exemplo, estar mais atento à novidade e à criatividade. E há coisas tão complicadas e azedas que todos parecem saber fazê-las.
Em Lagares, Penafiel, há um grupo amador de teatro, dirigido por um jovem, onde cada aldeão é um actor, e o palco é as ruas da terra. Este grupo é um sucesso visto por milhares, e leva um teatro, que de amador só tem o nome, a tantos olhos e a tantos aplausos. Casou-se com a carochinha e viveu feliz para sempre! Água em azeite?