quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Cérebro próprio?

Esta semana li o estudo de um professor de comportamento ( Frans de Waal) que, entre outras questões, dizia que os nossos cérebros absorvem e reflectem tudo à nossa volta, pelo que quase não nos pertencem! Se querem saber, acho que é um pouco assim, andamos quase sem cérebro, porque praticamente não podemos ter atitude própria, moda própria, maneiras próprias. Somos injectados por quem diz o que é moda, cultura e postura. E nós, obedientes cerebrais, vamos lá seguindo a ditadura camuflada. Quem ousar furar este esquema de consumo de personalidade é uma coisa qualquer que não pessoa deste mundo. Pois eu, às vezes, gosto de não pertencer a este mundo e manter o cérebro que ainda tem algo de meu.
Água em azeite?

11 comentários:

Anónimo disse...

olá!
Concordo simplesmente contigo...
elis

inês leal, 31 anos à volta do sol disse...

e porque acho que este mundo está todo ao contrário, "dói-me o sítio onde os sentimentos moram."
palavras tuas explicam-me bem.

Jorge disse...

A nossa identidade é de facto construída a partir do exterior. Começa logo a ser formada e moldada na relação com os pais.
De facto o que nós somos apenas é uma amálgama de dados do exterior. Isso sim, uma mistura única!
Abraço.

Maria de Lourdes Beja disse...

Helder Reis:tive hoje oportunidade de o ouvir cantar,creio que com todo o seu grupo, na nossa Praça da Alegria e gostei tanto que logo tencionei vir aqui dizer-lho.Como sabe,eu já não tenho idade para ir ouvir grupos de jovens,nem tão pouco vou assim de ânimo leve comprar-lhes os CDs que surgem de novo.Melhor explicando: porque fui envelhecendo,fui ficando mais desconfiada, por um lado, e mais selectiva, por outro. Hoje,ao ouvi-lo,achei várias razões para o apreciar deveras.Felicito-o e felicito-me por isso!
Quanto a essa teoria sobre o cérebro alienado, deixe falar...
Tanto quanto tenho podido observar,o seu não está e posso garantir-lhe que há mais excepções a essa pseudo-regra, graças a DEUS ! Boa sorte e bons êxitos...

Ana disse...

Com pouco juízo e com um joelho imobilizado vou-me deliciando com alguns importantes temas que lanças! Não são poucos os dias em que não me sinto pessoa deste mundo. E não me sinto mal por isso. Não consigo lidar com atitudes em massa, atitudes copiadas, nem tão pouco observar que as pessoas agem como se realmente fosse enriquecedor ser assim... Eu, todos os dias, esforço-me para primar pela diferença...

Ana disse...

Infelizmente a Sociedade é assim. Tudo o que é diferente não interessa, a embalagem conta mais que o conteúdo. é a tal palavra... coitadinho... enfim, não se pode lutar contra isso, eu pelo menos já desisti de lutar contra 1 sociedade cheia de preconceitos e modas.
Força Helder, gosto muito dos Pólen e de ti como apresentador, animador.... One Man show.

PhilStudio disse...

É exactamente isso que nos torna únicos. Mas daí a dizer que o nosso cérebro quase não nos pertence... não.
E enquanto o meu cérebro continuar a ser tão selectivo no que absorve, mais orgulho terei nele. Não fosse ele traído algumas vezes pelo coração... mas isso já é outro assunto.
Aquele abraço.

Sara disse...

Primar pela diferença!!! Não somos nós que todos os dias lutamos pela não diferença, não somos nos que consideramos que Diferenças nos são inDiferentes...então porquê querer fugir às injecções culturais e sociais que nos atingem com tal força que nos envolvem sem que haja qualquer tipo de resistência da nossa parte, se é que na maioria das vezes nos apercebemos do acontecido. Pelo contrário, a diferença faz parte de nós, faz parte do ser humano.
Frans de Waal, realiza importantes estudos para tentar perceber a natureza humana, comparando-nos com chimpanzés em 98% de ADN semelhante, e o que são os outros 2%?!?! Talvez aquilo que verdadeiramente nos distingue, a capacidade de diferenciar e tornar, sim, diferente tudo o que nos envolve começado por nós próprios! Sim também é verdade que os pequenos bebés iniciam a sua vida a imitar, todos nós o fizemos e por isso os pais/educadores continuam a ser o grande papel de referência social. Mas é preciso olhar a nossa volta e perceber que os comportamentos mudam e transforma a sociedade que por sua vez influencia o rumo dos comportamentos, e a terra gira sobre si e muda.

jjamoreira disse...

muito bem, mas não te esqueças,hélder,que a tua carreira na televisão te condiciona mais que muitas outras

andreia disse...

é esta a sociedade em k vivemos, palavras para k? axo k ja foi dito tudo... no entanto nao fazemos nada pra mudar i pra sermos nós mesmos, seguidores da nossa propria verdade dos nossos sentimos i desejos, limitamos-nos a seguir a "ditadura camuflada", pra nao nos sentirmos rejeitados da sociedade em que estamos inseridos
Um abraço (",)

Lálá disse...

:) É mesmo isso, Hélder! Vai de encontro à minha perspectiva: eu não uso uma roupa que não gosto ou que não me fica bem só porque está na moda...eu não sou cínica...não sigo a opinião da maioria, se essa não é a minha...não faço o que a maioria faz, só porque eles fazem...se não tem a ver comigo não sigo o exemplo...e muitas outras coisas. Bjnhs Lara Rocha