terça-feira, fevereiro 03, 2026

INVERNO

 


O que nos dá o inverno? Não tem sido meigo. Mas, pensando numa normalidade de dias frios e chuvosos, o que recebemos deste pousio? Menos saídas, mais roupa, uma preguiça geral... Não acho mal, é o ritmo da natureza. Olhe para as árvores? Olhe para si. Estão como que hibernadas, em reserva de energias, a prepararem-se para os dias quentes. Pessoalmente, não tenho problemas com esta espécie de quietude a que o inverno obriga. Ando mais calmo. Demoro-me nas decisões e gestos. A vida também pede reflexões. É urgente parar, fazer da casa a concha, fazer da vida uma pausa. Por vezes é bom. Por outro lado, a sociedade quase que nos diz que é um disparate perder tempo em casa, sossegados de gente... O silêncio é fértil, acreditem. Enrolar-se numa manta e parar, não tem mal nenhum, desde que não faça disso os dias todos, o tempo todo. No inverno arrumo gavetas, uma de quando em vez, mudo algumas peças de decoração da casa, escrevo, leio, vejo séries, olho pela janela a luz que os dias dão, trabalho na gestão compatível com o clima. Há dias em que tudo isto se mistura com tristeza, dou um tempo e saio desse lugar, inverno não é tristeza, é sossego da solenidade que a vida é. Não tenha medo de fazer menos no inverno, nos dias sem sol. Resguarde-se. O mundo suga-nos muita vida. Precisamos do inverno para renascer.

domingo, janeiro 04, 2026

AS FESTAS

 Sou um aficionado do Natal. A verdade é que o mês de dezembro é sempre de tanto trabalho, que não tenho quase tempo para viver a serenidade que a época pede. Mas faço a minha árvore, o meu presépio, raiz da minha mãe, e muitas decorações de Natal. Vivo com intensidade e sou apaixonado por luzes de Natal, de cor única, sem confusões. Depois passa a época, chegados os reis, a fazer justiça ao nome de família. Não vos seu explicar a tristeza do fim das festas... arrumar o presépio, desnudar a árvore, sempre natural... é como esvaziar o coração do luzes e bolinhas que me alegravam os dias. Depois passa-me, mas nestes dias, é um aperto. Quando era pequeno, participava, com a minha mãe, de tudo o que era preparação, mas recusava-me a arrumar o Natal numa caixa, ainda hoje sou assim, peço sempre que alguém me guarde o Natal. É parvo, eu sei, mas custa-me. Deixo umas luzes brancas no exterior todo o ano, luz é sempre luz. E pronto, acabam as festas, ficam os votos e os dias que se seguem, a vida tem tanta festa, mas já estou em contagem decrescente para o próximo Natal... :)

Tenham um bom ano, que seja de saúde

Hélder