quarta-feira, março 04, 2026

VALIDAÇÃO



O que sentem sobre  a validação? Quem vos valida? As escolhas, as conquistas e derrotas, as ideias, os progressos e retrocessos? Quem sentem que é o vosso validador? São vocês mesmos? A vossa cara metade, os amigos mais críticos? O patrão? Os colegas de trabalho? Os vizinhos? O grupo de amigos de infância? Há tantas vidas na nossa vida... não é? 

Por outro lado, temos necessidade de validação? Porquê? Insegurança? Necessidade de impressionar? Carência das palmadinhas nas costas? Ou somos só fracos de certezas? Será a validação uma fraqueza? Uma honestidade sincera?

Validação. Para que te quero?


Abraço. Sejam únicos, autênticos e fieis a vós mesmos.


Hélder

terça-feira, fevereiro 03, 2026

INVERNO

 


O que nos dá o inverno? Não tem sido meigo. Mas, pensando numa normalidade de dias frios e chuvosos, o que recebemos deste pousio? Menos saídas, mais roupa, uma preguiça geral... Não acho mal, é o ritmo da natureza. Olhe para as árvores? Olhe para si. Estão como que hibernadas, em reserva de energias, a prepararem-se para os dias quentes. Pessoalmente, não tenho problemas com esta espécie de quietude a que o inverno obriga. Ando mais calmo. Demoro-me nas decisões e gestos. A vida também pede reflexões. É urgente parar, fazer da casa a concha, fazer da vida uma pausa. Por vezes é bom. Por outro lado, a sociedade quase que nos diz que é um disparate perder tempo em casa, sossegados de gente... O silêncio é fértil, acreditem. Enrolar-se numa manta e parar, não tem mal nenhum, desde que não faça disso os dias todos, o tempo todo. No inverno arrumo gavetas, uma de quando em vez, mudo algumas peças de decoração da casa, escrevo, leio, vejo séries, olho pela janela a luz que os dias dão, trabalho na gestão compatível com o clima. Há dias em que tudo isto se mistura com tristeza, dou um tempo e saio desse lugar, inverno não é tristeza, é sossego da solenidade que a vida é. Não tenha medo de fazer menos no inverno, nos dias sem sol. Resguarde-se. O mundo suga-nos muita vida. Precisamos do inverno para renascer.

domingo, janeiro 04, 2026

AS FESTAS

 Sou um aficionado do Natal. A verdade é que o mês de dezembro é sempre de tanto trabalho, que não tenho quase tempo para viver a serenidade que a época pede. Mas faço a minha árvore, o meu presépio, raiz da minha mãe, e muitas decorações de Natal. Vivo com intensidade e sou apaixonado por luzes de Natal, de cor única, sem confusões. Depois passa a época, chegados os reis, a fazer justiça ao nome de família. Não vos seu explicar a tristeza do fim das festas... arrumar o presépio, desnudar a árvore, sempre natural... é como esvaziar o coração do luzes e bolinhas que me alegravam os dias. Depois passa-me, mas nestes dias, é um aperto. Quando era pequeno, participava, com a minha mãe, de tudo o que era preparação, mas recusava-me a arrumar o Natal numa caixa, ainda hoje sou assim, peço sempre que alguém me guarde o Natal. É parvo, eu sei, mas custa-me. Deixo umas luzes brancas no exterior todo o ano, luz é sempre luz. E pronto, acabam as festas, ficam os votos e os dias que se seguem, a vida tem tanta festa, mas já estou em contagem decrescente para o próximo Natal... :)

Tenham um bom ano, que seja de saúde

Hélder